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Os poderosos grupos econômicos que controlam a previdência privada estão felizes da vida com o quadrilha de Michel Temer. Em 2016, com a orquestração e concretização do “golpe dos corruptos”, os brasileiros aplicaram 10% a mais dos seus parcos recursos neste setor temendo o perigo iminente da reforma da Previdência.

O número de pessoas com esse tipo de “investimento”, cujo objetivo é garantir uma vida mais digna na aposentadoria, também cresceu. Já são quase 13 milhões de brasileiros com aplicação em algum fundo de previdência privada, de acordo com a federação das empresas do setor – a Fenaprevi.

Os executivos deste lucrativo ramo estão ansiosos com a votação da contrarreforma da Previdência, prevista pelo Judas Michel Temer para ocorrer ainda neste primeiro semestre. Com o aumento da idade da aposentaria para 65 anos e a elevação do tempo de contribuição, o que aumentará a insegurança da sociedade, mais desesperados serão seduzidos a aplicar seu dinheirinho na previdência privada.

Atualmente, os planos privados atingem 6% da população brasileira. A tendência é que novos grupos econômicos criem seus fundos. No Brasil, só 24% dos planos estão vinculados às empresas. Boa parte é controlado por bancos. Já nos EUA cerca de 90% são vinculados às próprias empresas.

Com o objetivo de embolsar os parcos recursos dos brasileiros, a Fenaprevi já anunciou que encaminhará novas propostas ao covil golpista. Uma delas visa ampliar o incentivo fiscal à previdência privada. Há também a ideia de “universalizar” os fundos. “A ideia é que já no primeiro emprego todo trabalhador abra seu primeiro plano de previdência privada”, explica Paulo Valle, dirigente da entidade empresarial. Segundo ele, isto reduziria tanto a idade média dos que contam com a aplicação (hoje de 48 anos) quanto a idade de primeira adesão (41 anos).

Altamiro Borges é jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. Artigo originalmente publicado em seu blog. 

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