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Dom, Out

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Sobre essa escória de pseudo artistas que, entre outros agentes indigestos e canalhas, apoiou o golpe que nos jogou nessa crise política, moral e ética sem precedentes?

Oportunistas, querem mobilizar atos políticos sem partidos políticos, sem bandeiras, sem centrais sindicais, sem sindicatos, sem movimentos sociais?

Que autoridade para ousarem me pautar politicamente tem os tais?

Que reconciliação será possível com essa gente que prestou tributo a agentes da (outra) ditadura, tirou fotos com policiais tristemente célebres pelo histórico de violência contra a população preta, pobre e da periferia?

Que reconciliação pode ser possível com essa gente que levou seus filhos na Avenida Paulista ensinando-as a como hostilizar outras pessoas por conta da cor da roupa que usavam, e/ou pior, pela cor da sua pele?

Gente que que berrou que não gosta de pobre, que nos mandou ir para Cuba, que hostilizou médicos humanistas por que encaram a Medicina como mercadoria, não como direito?

Que moral tem um artista que diz “eu não voto no PT, a minha empregada é que vota”?

São irreconciliáveis, pelo menos comigo, os tais.

Eu os desprezo e, assim como me mandaram por diversas vezes “ir para Cuba”, digo-lhes: que se manifestem pelas Diretas Já em Miami, que é a capital da terra dos seus sonhos.

Que embarquem nessa empreitada golpista na “terra das oportunidades”.

Nada mais adequado para essa gente oportunista.

Diógenes Júnior é assessor sindical no CPERS/Sindicato — Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul, assessor de Comunicação Social da CTB Educação - RS e colaborador do Portal Vermelho.

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

 

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