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Dom, Jan

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Em levantamento preliminar feito pelo DIAP, em parceria com a empresa Queiroz Assessoria Parlamentar e Sindical, a composição das bancadas da futura Câmara não será muito diferente da atual, com pequeno crescimento da direita e da esquerda e encolhimento discreto do centro.

Para manter ou ampliar suas bancadas — especialmente pelo interesse nos recursos dos fundos eleitoral e partidário e no horário eleitoral gratuito — os partidos, como regra, utilizaram 2 tipos de estratégia:

1) promover coligações visando um melhor desempenho; e

2) escalar seus principais nomes para a Câmara Federal, notadamente deputados estaduais bem votados, como fez o PT e outros partidos à esquerda e à direta do espectro político.

Pelo levantamento preliminar, o PT terá a maior bancada, seguido do MDB, PSDB, PP e PSD, num intervalo entre 40 a 65 deputados. Num 2º grupo estão o PR, seguido do DEM, PSB, PDT e PRB, com bancadas variando de 20 e 40 deputados. Num 3º bloco estão: PTB, PSL, Pros, PSC, PPS, PCdoB, Pode, PSol e SD, com bancadas entre 10 e 20 deputados. Num 4º grupo, entre 5 e 10 deputados, estão a Rede, o Novo, o Avante e o PV. E por, último, abaixo de 5, estão: PRP, Patriota, PRTB, PTC, etc.

ELEIÇÕES 2018 : CÂMARA DOS DEPUTADOS

BANCADAS PARTIDÁRIAS 

PARTIDO ELEITA EM 2014 ATUAL PROGNÓSTICO DIAP 2018 - MIN/MAX PREVISÃO DOS PARTIDOS
PT 68 61 55-65 60-72
MDB 65 51 44-50 55
PSDB 54 49 42-50 55-60
PP 38 50 40-48 52-60
PSD 36 37 36-44 45-50
PR 34 40 36-40 40
DEM 21 43 28-36 40-45
PSB 34 26 27-34 30-35
PTB 25 16 16-20 25-27
PRB 21 21 22-30 20-30
PDT 20 19 24-30 30-40
PSL 1 8 15-18 30
SD 15 10 9-18 27
PSC 13 9 10-14 15
Pros 11 11 11-16 21
PTN/Pode 4 17 10-13 20
PPS 10 8 11-13 12-15
PCdoB 10 10 10-12 13-14
PSol 5 6 8-12 12
PV 8 3 6-10 16
Rede 0 2 6-10 9-15
Novo 0 0 5-10 15
PTdoB/Avante 2 5 5-8 s/previsão
PRP 3 0 3-5 s/previsão
PMN 3 0 0-1 s/previsão
PEN/Patriota 2 5 1-3 s/previsão
DC 2 0 0-1 s/previsão
PTC 2 0 1-2 s/previsão
PRTB 1 0 1-2 s/previsão
PHS 5 4 0-2 s/previsão
PPL 0 1 0-1 s/previsão
PMB 0 0 0-1 s/previsão

Fonte: DIAP e Queiroz Assessoria

O levantamento evidencia também que haverá elevado índice de reeleição e grande “circulação no poder”, com deputados estaduais, senadores, ex-ministros, ex-deputados, suplentes bem votados, ex-prefeitos e ex-secretários se elegendo para as vagas decorrentes de desistência de atuais deputados e da não-reeleição daqueles que tentaram renovar seus mandatos.

Os poucos efetivamente novos serão eleitos por serem policiais linha dura, evangélicos fundamentalistas, celebridades ou em razão da força do dinheiro e da relação de parentesco com oligarquias estaduais. 

Sobre as motivações do elevado índice de reeleição e a “circulação no poder”, recomendo a leitura dos artigos de nossa autoria com os títulos “Porque a renovação do Congresso tende a ser baixa?” e “Câmara Federal: renovação ou circulação no poder?”, que estão disponíveis para busca livre na internet.

O levantamento completo e atualizado — com a projeção por estado e por coligação, acompanhado dos nomes competitivos em cada partido — será divulgado até o dia 30 deste mês, em relatório em fase de elaboração pela equipe do DIAP e da Queiroz Assessoria.

*Antônio Augusto é diretor de Documentação do Diap e sócio-diretor da Queiroz Assessoria.


 Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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