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Ter, Jul

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No transcurso das eleições presidenciais de 2018, o povo brasileiro debateu e, segue, debatendo os rumos do país. O caráter de Estado entre democrático e autoritário, as mudanças almejadas entre o combate à corrupção e a retomada do desenvolvimento econômico e social da nação.

Vencedora a tese, em nossa opinião, não compreendida pelo eleitorado, do autoritarismo, do Estado de exceção, do neoliberalismo e das privatizações, restrições de direitos fundamentais, perda da soberana nacional versus a possibilidade de retomada do desenvolvimento independente do Brasil, com justiça social.

Fruto da "venda do combate à corrupção" e de liquidação da era petista, carimbada com a marca da corrupção. Perdendo de vista as inúmeras conquistas alcançadas e incomparáveis aos últimos governos neoliberais.

A esquerda brasileira, o movimento social e sindical, na busca da construção de uma nova maioria política e social no Brasil deve compreender que nem todos os eleitores do então presidente eleito, Jair Bolsonaro, são inimigos de classe, sendo parcela considerável da classe trabalhadora, das chamadas minorias étnicas, religiosas e sexuais, bem como das mulheres, vítimas das promessas eleitorais, se implementadas, do "novo" velho governo de extrema direita e autoritário, de liquidação de todas as conquistas até aqui alcançadas.

Sendo estes grupos sociais, num período muito curto, nossos aliados no combate do desmonte do país e das conquistas e direitos dos/as brasileiros/as.

Portanto, não será na hostilidade, no apontar o dedo, no responsabilizar e na culpabilização de parcelas do eleitorado pelas mazelas do futuro governo que conseguiremos a necessária maioria para a derrota do fascismo e autoritarismo do desastroso governo Bolsonaro.

É na unidade dos seus históricos e futuros opositores que teremos a possibilidade da construção da indispensável maioria política para a derrota do fascismo e retomada de uma nova perspectiva para o país e para o povo brasileiro, com a retomada da construção dos diretos da classe trabalhadora e dos direitos fundamentais para a maioria dos brasileiros e brasileiras.

Viva a unidade da classe trabalhadora e do povo brasileiro. Viva a capacidade da construção da nova maioria política e social no Brasil, pela derrota do fascismo e pela retomada do desenvolvimento nacional e reconstrução dos direitos humanos, trabalhistas e sociais.

Cleber Rezende é presidente da CTB Pará.


Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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