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Pela importância histórica daquele sindicato, entidades classistas das mais diversas categorias apoiaram com vigor o trabalho da Garra Metalúrgica, chapa com alto nível de renovaçãocomposta por companheiros e companheiras da Fitmetal e da CTB

O movimento sindical classista assistiu, neste mês de fevereiro, a uma demonstração de seu potencial quando prevalece a nossa unidade de ação. A Fitmetal e a CTB conduziram, com grande sucesso, o processo de eleições do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim (MG), garantindo que a entidade permaneça sob o comando de uma direção responsável e comprometida com os interesses da classe trabalhadora.

Pela importância histórica daquele sindicato, entidades classistas das mais diversas categorias apoiaram com vigor o trabalho da Garra Metalúrgica, chapa com alto nível de renovação composta por companheiros e companheiras da Fitmetal e da CTB. Esse suporte veio de todas as regiões do Brasil, numa clara demonstração da compreensão política dos classistas diante de um desafio de tais dimensões.

O que vimos em Betim foi algo histórico para o movimento sindical classista, comparável ao que ocorreu em 1996, quando nossa CSC liderou a retomada do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro. Assim como naquela batalha, jamais perdemos o foco no nosso principal objetivo: garantir que os interesses da categoria sempre prevaleçam, mesmo quando o adversário faz uso de métodos não-convencionais, como a violência de torcidas organizadas e artimanhas jurídicas pouco democráticas.

Tive o privilégio de acompanhar de perto todo esse processo, que contou com o suporte e a liderança de diversos companheiros e companheiras da Fitmetal e da CTB Nacional. Como testemunha privilegiada, não poderia deixar de fazer esse registro, no sentido de engrandecer o papel desempenhado por cada militante que esteve em Betim. A vontade de vencer, a disposição para dialogar com cada trabalhador nas fábricas, o alto nível das intervenções políticas e a coragem diante das ameaças proferidas pela chapa de oposição nos fortaleciam dia após dia, gerando a certeza de que estávamos caminhando no rumo certo.

É necessário, contudo, destacar o papel fundamental dos sindicatos de metalúrgicos de todo o país durante todo o período de eleições em Betim. No total, mais de 80 companheiros e companheiras estiveram na cidade, desempenhando as mais diferentes funções no decorrer da campanha e nos dias de coleta de votos. Todas as nossas entidades filiadas, sem exceção, enviaram algum tipo de apoio. Nossa militância mostrou a que veio, ajudando nas portas das fábricas, no corpo a corpo com a categoria, no diálogo com os aposentados, na formulação política e em todas as tarefas designadas.

A vitória, ao final desse árduo trabalho, nos dá a certeza de que a unidade de ação deve nos servir como exemplo para as batalhas que estão na ordem do dia, em defesa dos interesses da classe trabalhadora e contra os vários retrocessos que ameaçam o Brasil neste momento. O sindicalismo classista precisa incorporar efetivamente a postura que vimos neste mês de fevereiro em Betim, pois somente com esse foco teremos como atrair outros setores da sociedade para enfrentar e derrotar a atual agenda conservadora.

Wallace Paz é secretário-geral da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal).

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