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Seg, Dez

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Na véspera das eleições o juiz Sergio Moro move velhas peças da Operação Lava Jato com o propósito de desacreditar Lula e o PT, de forma a favorecer o candidato da extrema direita, Jair Bolsonaro. É a isto que se presta o vazamento de trechos da delação premiada de Antonio Palocci, que não trazem nada de novo, mas não surgem por mero acaso ou coincidência neste momento crítico.

São acusações requentadas e recorrentes, em que o ex-ministro apresenta sua visão de histórias relacionadas ao esquema de corrupção na Petrobras “já exploradas à exaustão”, conforme reconheceu o jornalista Helio Gurovitz, colunista do G1. Mas a verdade é que, neste caso, os fatos pouco importam. Valem mais as versões, obtidas, à base de chantagens, de um delator desesperado, disposto a vender a mãe para aliviar a pena.

A tática do algoz de Lula também não é nova. Foi usada nas eleições de 2016, quando desencadeou o que foi batizado de “Operação boca de urna”, instrumentalizando sua Lava Jato contra políticos ligados ao PT. O partido amargou, à época, a pior derrota de sua história. Hoje os fatos se repetem com cara de farsa.

A mídia burguesa, golpista, capitaneada pela Rede Globo, explora à exaustão a delação premiada que, embora vazia de conteúdo, é apresentada como verdade absoluta pelos comentaristas globais, que no momento fazem dupla com Moro respaldando o jogo fascista de Bolsonaro. Orientam-se pela máxima nazista de que uma mentira repetida inúmeras vezes transforma-se em verdade para as massas.

A narrativa midiática das aventuras da Lava Jato semeou o ódio e a intolerância contra as forças de esquerda, demonizou a política em nome do (falso) combate à corrupção, e adubou o terreno para o florescimento do fascismo. A ascensão de Bolsonaro é o seu produto mais autêntico.

Os tempos, porém, já são outros. As mazelas do golpe e da Lava Jato são mais que evidentes. Embora blindado pela mídia, o magistrado curitibano - um homem que foi instruído pelos EUA e serve aos interesses das classes dominantes, como sugeriu o físico Rogério Cézar de Cerqueira Leite - é agora visto com desconfiança pelo maioria do povo brasileiro, que enxerga em Lula um preso político e não parece disposto a se deixar enganar pela narrativa midiática e o canto de sereia da extrema direita.

A resposta aos golpistas está a caminho, virá das urnas.

Umberto Martins é jornalista, assessor da presidência da CTB e autor de O golpe do capital contra o trabalho

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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