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Sábado, 29 de outubro de 2018: este dia entrou para a História. Certamente, será lembrado quando relatadas, no futuro, as eleições gerais deste ano. Pela TV não se viu, pelos jornais tampouco, só entendeu mesmo a grandiosidade que este evento representou quem esteve lá.

A caminhada foi longa aqui em São Paulo, do Largo da Batata até a Avenida Paulista, mulheres de todas as idades, credos, cores, vestimentas, com seus companheiros ou companheiras, com amigas e amigos, com seus filhos, sozinhas, todas caminhando juntas em um uníssono: #EleNão.

Ato que não foi só contra o inominável, o recado foi para qualquer um que pense como ele: não aceitamos mais o machismo, a violência, o assédio em qualquer de suas variantes, não aceitamos mais ganhar menos, não aceitamos que nos matem. Dados divulgados pelo TSE dão conta de que 52% do eleitorado é feminino, ou seja, somos parte importante na decisão das eleições e do futuro político do país.

Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, no mesmo 29/09, Brian Winter editor-chefe da revista norte-americana Americas Quarterly, demonstra seu temor de que a campanha feita contra o inominável possa ter mesmo terrível fim da eleição de Donald Trump. Em sua argumentação, traça um paralelo com a campanha norte-americana que foi recheada de manifestos de intelectualidade, de artistas, as marchas do #NeverTrump, ou seja, todos atacaram o candidato e pouco se falou sobre propostas, especialmente econômicas.

Com a devida vênia, há diferenças. Primeiramente não é possível tratar de pautas nacionais importantes com o inominável, porque ele terceiriza a discussão para seu guru, Paulo Guedes. Suas propostas registradas em plano de governo são mirabolantes. Ele não é Trump. David Trump tem uma máquina nas mãos chamada Partido Republicano, o inominável somente o desconhecido PSL. Em si, ele é somente um vetor, orientado para canalizar as opiniões de um estrato da sociedade brasileira, elitista e ultraconservadora, não é um candidato em sua essência, só capturou o ódio e a subjetividade de parte do eleitorado brasileiro.

Movimentos exitosos e que arrastaram multidões gigantescas no último sábado provaram para a sociedade e brasileira e para o mundo que estamos atentas, mobilizadas e decididas. Elevamos o debate nacional e carregamos uma única e enorme bandeira contra o atraso e por um futuro de desenvolvimento e justiça social.

Cristiane Oliveira é secretária-executiva, pós-graduanda em Direito e Processo do Trabalho e assessora da Secretaria-Geral da CTB.


Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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