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Dom, Mar

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No Brasil pós-golpe, todo dia é dia de retrocesso. Se nesta segunda (18) ficamos escandalizados com a notícia de que os cortes nas políticas sociais alcançaram 94,9%, nesta terça (19) nos deparamos com mais um retrocesso, a cobertura de vacinação de bebês e crianças atingiu seu menor nível em 16 anos.

A notícia circula pelos jornais no momento em que o Brasil registra surtos extemporâneos de febre amarela, malária, dengue e outras epidemias de grave impacto.

O golpe de 2016 não só quer acabar com direitos e enterrar nossas esperanças de retomada, ele coordena um verdadeiro esfacelamento de programas sociais de preservação da vida, de sobrevivência de nossas crianças.

A Emenda Constitucional 95 - que redefiniu o teto dos gastos públicos - não só corta recursos, ela ceifa o futuro e condena milhões ao desalento e à miséria extrema. O saldo do golpe aponta que a pobreza extrema aumentou 11% em 2017, atingindo 14,8 milhões de pessoas.

Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelam que o Brasil ocupa a segunda pior posição quando o assunto é mobilidade social. A pesquisa mostra que mais de um terço daqueles que nascem entre os 20% mais pobres permanece na base da pirâmide, somente 7% chega ao segmento dos 20% mais ricos. A OCDE indicou que esse dado tende a piorar nos próximos anos.

A política da gestão entreguista de Temer é clara, é uma política de terra arrasada, neoliberal e de extrema violência. E mais, seu desenvolvimento, ou seja sua estabilização, só irá acelerar e ampliar os ataques contra o povo, ampliando enormemente o impacto de políticas regressivas e de caráter privatista. 

Nunca é demais reiterar que é dever das forças revolucionárias, populares e democráticas, da classe trabalhadora, lutar com todas as suas forças e por todos os meios para barrar a onda golpista que tomou conta do país desde 2016.

*Joanne Mota é jornalista e assessora da CTB Nacional


 Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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