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O Estado de Israel tem se sentido à vontade para perpetrar os crimes mais hediondos contra a população palestina, que sobrevive e resiste à ocupação militar, ao apartheid e ao colonialismo. O mais recente episódio de uma violência diária, num regime fora da lei, foi a brutalidade da repressão a um protesto na Faixa de Gaza no Dia da Terra, 30 de março, próximo à linha demarcada por Israel como zona tampão.

As famílias de ao menos 16 palestinos lamentaram sua morte neste sábado (31), após o massacre perpetrado pelas forças israelenses, em uma ação que feriu ainda outras centenas, com o uso de munições letais. A repressão frequentemente fatal exercida pelas forças da ocupação deve ser amplamente condenada, mas mais do que isso, as condições para que se repitam episódios como esse, a ocupação israelense da Palestina, deve acabar.

O Conselho Mundial da Paz tem reiterado sua solidariedade resoluta com o povo palestino em sua justa causa pela liberdade. Como grande parte da comunidade internacional, temos reafirmado nosso apoio decidido à solução justa de dois Estados que deverá garantir a convivência pacífica, lado a lado, dos povos israelense e palestino.

Entretanto, a prolongada espera do povo palestino pelo estabelecimento do seu Estado livre e soberano só tem proporcionado vantagens à potência ocupante, Israel, que avança com um plano criminoso de colonização da Palestina. Neste processo, diante da valente resistência do povo palestino, em uma situação extremamente assimétrica, a brutalidade da repressão israelense atinge patamares escandalosos, aviltantes da consciência da humanidade.

A insustentabilidade dessa situação é evidente e é inaceitável que parte da comunidade internacional continue pedindo paciência ao povo palestino. Embora estejamos todos comprometidos com a construção da paz, este processo não pode seguir sobre os cadáveres de jovens, trabalhadores, mulheres, crianças, mães, pais, ou famílias inteiras, sobre os escombros dos seus lares ou sob o controle das detenções massivas e arbitrárias e de um regime de apartheid já amplamente denunciados.

Instamos as Nações Unidas e os cúmplices do Estado de Israel neste massacre cotidiano do povo palestino a tomarem providências com vistas ao fim da ocupação e da colonização da Palestina, assim como o fim do bloqueio a Gaza, que já dura uma década, sem mais delongas.Já se passaram cinco décadas desde o estabelecimento da ocupação militar israelense; são incontáveis as vítimas desta realidade – e uma delas é a consciência humana.

Expressamos nossa solidariedade aos familiares das vítimas de mais um episódio do massacre do povo palestino por Israel e exigimos o fim da ocupação israelense, já!

Pelo fim do genocídio do povo palestino!
Viva a Palestina livre e soberana!

Socorro Gomes é presidenta do Conselho Mundial da Paz

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