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Qua, Dez

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De que estamos falando na atualidade, de conservadorismos e afins, com pautas econômicas que não visam à inclusão social, pelo contrário, expõe de forma clara uma posição para lá de preconceituosa de nossa elite, vivem no século XXI, mas raciocinam como estivesse no século XIX.

Como o golpe de 2016, quando uma presidenta legitimamente eleita foi apeada do poder, por forças politicas que entrelaçam pensamentos oportunistas, vigarice institucionalizada, com o pensamento conservador hipócrita, vem aos poucos retirando o país do progresso social e de mais conquistas democráticas.

Impressiona os discursos nas chamadas redes sociais, outro dia, um desses cantores “sertanejos”, disse que não houve ditadura militar no Brasil, porque ele e nem sua família foram incomodados com os militares no poder.

Ele talvez, por sua ignorância política ou pelo fato de ser um conservador nato, que cantarola musica com letras duvidosas, não saiba que quase quinhentos brasileiros foram assassinados no período de 21 anos de arbítrio. Outros milhares foram presos e torturados, física e psicologicamente, mas como se diz aqui no Nordeste, pimenta nos outros é refresco!

Se o indigitado tivesse ido para o pau de arara, talvez não falasse e propagasse as besteiras que andou falando em uma entrevista no programa de TV.

Mas esse caso não é isolado, outros seguimentos da sociedade brasileira começam a ter um viés conservador e autoritário, principalmente ligados a classe média, com uma intolerância sem tamanho contra todas as minorias deste país.

Sinais dos tempos, o que era progressivo pós-ditadura, passa agora ser execrado por parte de segmentos médios da sociedade. Hoje, com advento frenético das interações virtuais, vemos uma festival de posições atrasadas, conservadoras, chegando bem perto do pensamento fascista.

Pessoas com idade ainda precoce, não entendendo quase nada da política, defendendo posições xenófobas, homofóbicas, racistas e preconceituosas. Vitimas da proliferação descontrolado das redes sociais, permissivas em muitos casos, pela reação da mídia conservadora e golpista, que propagam aqui e alhures que o nazismo foi de esquerda, forma um pensamento de aparência apolítica, mas que no fundo tem uma posição ideológica bastante firme em querer desmoralizar o pensamento mais avançado da sociedade, que é o pensamento mais a esquerda, jogando na vala comum da história toda a sua contribuição para os avanços tecnológicos, social e humano deste país.

Sempre foi complicado para este nossa elite tacanha, decadente, ver a aproximação social dos de baixo, aqueles que viveram sempre a sombra das possibilidades concretas, vitimas sempre da exploração escravista, os que foram sempre humilhados por um punhado de ricos e exploradores!

Jamais aceitariam de bom grado dividir o mesmo avião, o mesmo aeroporto, o mesmo restaurante, a madame e sua diarista, isso é coisa demais da conta para essa elite que anda com os pés aqui, mas a cabeça estará sempre na 5º Avenida ou na Champs Élysées, não permitiriam esta afronta, na lógica deles, jamais!

Nivaldo Mota é vice-presidente do Sindicato dos Professores de Alagoas e dirigente da Contee.

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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