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Sex, Jan

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"A nossa luta é evitar que direitos históricos sejam retirados e preservar as entidades da classe trabalhadora. Mais uma vez, calma. Muitos sindicatos sobreviveram a duas ditaduras (Estado Novo e o Golpe de 64) e à terceira revolução tecnológica. Provavelmente vamos sobreviver ao Governo Bolsonaro e à Revolução 4.0. Então vamos à resistência”.

Antes de começar, é importante afirmar uma coisa: independente de qualquer resultado, o movimento sindical vai sobreviver ao Governo Bolsonaro. O sindicalismo surge devido à injustiça social e trabalhista. Como o novo governo não vai conseguir acabar com a exploração, o movimento sindical vai brotar sempre, com novas roupagens e personagens.

A nossa luta é evitar que direitos históricos sejam retirados e preservar as entidades da classe trabalhadora. Mais uma vez, calma. Muitos sindicatos sobreviveram a duas ditaduras (Estado Novo e o Golpe de 64) e à terceira revolução tecnológica. Provavelmente vamos sobreviver ao Governo Bolsonaro e à Revolução 4.0. Então vamos à resistência. O sindicato que tiver maior ligação com a base vai sobreviver e reagir aos ataques.

Neste sentido, primeiro, a luta mais geral deve ocupar um papel relevante. Cada entidade e presidente já têm que se dispor a disputar um mandato na Câmara Federal, pois, independente da nossa opinião sobre a eficácia histórica ou não do parlamento, é neste lugar que acontece a disputa pelos direitos da classe trabalhadora, além das ruas.

Segundo, maior contato com a base todo dia. Visitar as fábricas, lojas, locais de trabalho e trabalhadores avulsos diariamente. Ouvir pra refletir e refletir pra lutar melhor. Para isto tem que ser montada uma estratégia de comunicação de agitação e propaganda do sindicato e da luta.

Terceiro, sindicato tem que ser local em que o sócio se sinta feliz. Lembrar do aniversário do associado, organizar as mulheres na sua luta, ser gentil, ouvir o associado, ajudar o próximo, essas são algumas ideias que temos que desenvolver para aumentar o nosso elo de ligação com a base.

Quarto, reforçar o DIAP, DIEESE e DIESAT, além de organismos da imprensa alternativa pra fazer o contraponto à ofensiva conservadora. Temos que fazer formação com os trabalhadores, combater esta ignorância que se abateu sobre o Brasil. “Minha entidade não tem condições de ser filiada ao DIEESE, mas eu posso doar R$ 100,00 por mês. Se dez sindicatos fizerem isso, já serão R$ 1.000,00”, este tem que ser o pensamento de cada dirigente.

Quinto, cultivar alianças! Mesmo que o sindicato não possa se expor em algumas situações, existem movimentos que devem ser apoiados como os estudantes, luta por moradia, dentre outros.

Sexto, reforçar o jurídico! Manter uma boa assessoria, alimentar contatos com juízes e militantes do direito é fundamental.

Vamos à luta! Pois a vitória é nossa!

*Esdras Gomes é jornalista sindical.


 Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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