Rurais
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Diante das recentes denúncias de corrupção envolvendo políticos e ministros do governo, em que estão elencados nos inquéritos das denúncias nove ministros, um terço do Senado e da Câmara, quase todos os partidos e o próprio relator da reforma da Previdência, a Fetag-RS está reiterando a retirada dos rurais da Proposta de Emenda à Constituição 287/16. Para a Federação, o governo e parte do Congresso Nacional não têm moral para fazer uma reforma tão profunda. “Para realizar mudanças tão importantes, o governo precisa estar acima de qualquer suspeita”, justifica Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag-RS.

É possível observar que não foram atendidas as demandas da sociedade civil, entre as quais a Fetag-RS propôs que a discussão da reforma previdenciária, no que compreende aos rurais, seja realizada de forma separada por se tratar de uma classe diferenciada, permanecendo a idade atual e a forma de contribuição, assim como os militares não foram incluídos na referida PEC.

A reforma da Previdência Social já encontra rejeições, porque reduz tanto a proteção social que quase acaba com o sistema previdenciário e está muito longe da realidade dos brasileiros, além do governo não dialogar com a sociedade. “A Comissão Especial ouviu diversas entidades e especialistas, mas não levou nada em consideração”, observa Joel.

Em vez disso, o deputado Artur Maia, relator da PEC, que deveria discutir as alterações na proposta original com a sociedade e com os demais deputados, obedece o governo e só altera o que este autorizar. “Isso mostra que o governo quer mandar no Legislativo, não deixando que os deputados ouçam a sociedade e, a partir disso, façam a reforma”, conclui o dirigente.

A Fetag-RS está com intensa mobilização junto à classe política para que os rurais tenham um tratamento diferenciado na reforma previdenciária e que sejam retirados da Proposta de Emenda à Constituição 287/16.

Fonte: Fetag-RS

Conferência Nacional

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