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Ter, Out

Rurais
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A CTB recebeu nesta terça-feira (10) representantes da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para tratar das mobilizações do campo seguindo o 16 de outubro, que é o Dia Internacional pela Soberania Alimentar. Entre os dias 16 e 20, milhares de trabalhadores e trabalhadoras campesinos realização manifestações unitárias em torno de três pontos de pauta: a proteção aos pequenos agricultores e assalariados rurais, a recomposição do orçamento para a Reforma Agrária e programas sociais do campo, e contra a Reforma da Previdência.

“Houve muita compreensão por parte dos companheiros da CTB, muita receptividade. A central tem uma interlocução importantíssima com os movimentos da cidade, e na medida em que ela nos ajuda, fortalece a possibilidade de conquistas políticas e econômicas para a nossa base”, avaliou o coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues.

Ouça entrevista completa com Rodrigues logo abaixo:

O governo de Michel Temer tem sido particularmente agressivo em seus cortes orçamentários nos temas dos trabalhadores rurais. No caso do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que determina a compra de alimentos provindos de agricultores familiares por parte do governo, a verba destinada sofrerá um corte de 99,99% em 2018, de R$ 350 milhões para R$ 750 mil. Cortes similares estão programados para setores como a Reforma Agrária, os programas de formação para o trabalhador do campo e os subsídios produtivos para pequenos proprietários.

“É preciso compreender que essa luta é de todos nós. Em um momento em que o mundo enfrenta uma crise que gerou mais de 60 milhões de refugiados, o tema da soberania alimentar torna-se central, e o pequeno agricultor é responsável por mais de 70% de todo o alimento que chega às mesas dos brasileiros”, avaliou o presidente da CTB, Adilson Araújo. “O governo está promovendo uma ofensiva absurda, que praticamente extingue as perspectivas de sonhos e realizações desses trabalhadores. Os cortes vão impedir qualquer possibilidade de avanço social, e nos colocam numa rota de extinção dos programas de moradia rural e do fomento à produção do pequeno agricultor”.

A CTB apoia a agenda de lutas proposta pelo MST, e tem em seu plano de lutas o mesmo projeto de desenvolvimento nacional com centralidade do trabalhador. A central reafirma sua visão unitária de mobilização social e vai atuar nas bases e no Congresso para impedir o avanço da agenda neoliberal.

Portal CTB

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