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A CTB iniciou na manhã desta terça-feira (24) seu 4º Encontro Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, em São Paulo, no Hotel Excelsior.

O evento, realizado anualmente pela CTB, reúne dezenas de dirigentes de todas regiões do país e define propostas fundamentais que visam avançar na construção de uma pauta concreta e definitiva para os trabalhadores do campo.

A mesa de abertura, coordenada pelo secretário de Política Agrícolas e Agrárias da CTB, Sérgio de Miranda; contou com a participação de Katia Gaivoto, secretária-geral adjunta; Vilson Luiz, secretario de Finanças; e Alberto Broch, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores, que reforçaram a importância de aprofundar a discussão sobre os desafios postos aos agricultores familiares e assalariados e sua organização dentro da CTB.

De acordo com Miranda, os sindicalistas terão o desafio de ampliar sua participação e organização dentro da Central. Questões como a retomada das discussões sobre Reforma Agrária, sucessão rural, ampliação da produção e qualidade de vida também estão entre os temas que serão abordados no encontro.

Clemente Ganz Lucio, técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que apresentou um painel sobre conjuntura, detalhou que são inúmeros os desafios postos aos trabalhadores rurais e sua organização dentro de uma central sindical.

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Além de enumerar os avanços obtidos ao longo dos anos com o processo de transformação no processo que atingiu a população, Clemente abordou a lógica capitalista nefasta do mercado e a necessidade de enfrentar os obstáculos para avançar na implantação de um projeto de desenvolvimento com condições de agregar valor aos produtos com valor adicionado. “É imprescindível um projeto que dê condições para tecnologia crédito, formas de desenvolver produto e armazenar, ou seja, é preciso que haja condições para o trabalhador do campo produzir”, afirmou o especialista.

Mas para isso, de acordo com o técnico do Dieese, o movimento sindical e as centrais têm q ir além de sua agenda. “O movimento sindical tem que fazer a disputa, tem que pressionar por um projeto de desenvolvimento, que faça com que um agricultor passe a ser um produtor fazendo uso da tecnologia, gerando renda e qualidade de vida", disse.

Clemente ainda alertou para o avanço dos ruralistas no Congresso Nacional e seus representantes no governo, a exemplo da nomeação de Katia Abreu para o Ministério da Agricultura. “Para mudar esse cenário é preciso que o movimento sindical se movimente e mude rapidamente. Se não entendermos o que esta em disputa nós seremos passados para trás”.
Para o especialista é preciso que o movimento sindical apresente propostas e dê sustentação política para que essa pauta avance no Congresso Nacional, pressionar o governo e partir para a disputa no legislativo, no judiciário, e no debate com a sociedade.

“É fundamental apostar na unidade, ter estratégia pesada de disputa, estabelecendo de comunicação e relacionamento com governo para apresentar caminhos que viabilizem e viabilizar nosso projeto. Ir para a rua não é só fazer manifestação, mas dar visibilidade as nossas propostas”, argumentou Clemente ao completar. “Para isso a construção da nossa unidade é determinante”.

O encontro se encerra nesta quarta-feira (25) e ainda debaterá organização dos movimento sindical rural, financiamento e estabelecerá uma agenda para o próxio período. 

Cinthia Ribas - Portal CTB

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