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Rurais
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A Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag) é copromotora da Expointer desde o ano 2000, quando os portões do Parque Assis Brasil, em Esteio, foram abertos para a agricultura familiar. De lá para cá, os agricultores familiares se consolidaram nesta que é a maior feira a céu aberto da América Latina. Na 40ª edição, a FETAG e os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais organizaram e apoiaram 150 empreendimentos, de um total de 200 no pavilhão para participar na 19ª Feira da Agricultura Familiar, que começa amanhã (26) e se estende até o domingo, 3 de setembro. Esse trabalho tem o apoio da Emater, do Banrisul, do Sicredi, do Senar e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo.

O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, disse que a Expointer acontece em um momento ruim politicamente que atravessa o País, numa crise instituída dos poderes, o que traz um desânimo para a feira. Mesmo assim, a Expointer tem seu próprio brilho e vai superar essas adversidades e, mais uma vez, será o palco em que os agricultores, produtores e pecuaristas familiares mostrarão toda sua pujança. Joel enfatiza que mesmo com a crise, é a agricultura e a pecuária quem segura as pontas do desenvolvimento do Estado e do Brasil. Sem eles, a situação ainda seria muito pior, destaca o dirigente.

Drama do leite

A difícil situação que enfrenta a cadeia leiteira no Estado, em que o elo mais fraco é sempre onde ocorre o maior prejuízo, isto é, o produtor de leite, que a cada mês está recebendo menos pelo produto entregue às indústrias. E um dos fatores que contribui para a descapitalização do produtor é a importação desenfreada de leite do Uruguai. Diante deste contexto, a Fetag reuniu nos últimos dias, em Porto Alegre, os coordenadores das 23 Regionais Sindicais, que englobam todo o estado, entre outras lideranças, e decidiu agir para evitar que novas famílias abandonem a atividade ou mesmo vendam as matrizes para honrar compromissos financeiros.

O leite será um dos assuntos que a Fetag trabalhará na Expointer nos mais diversos espaços que estará inserida na feira. O presidente Carlos Joel adiantou que abordará as dificuldades da cadeia leiteira no sentido de chamar a atenção do governo federal para a revisão dos incentivos fiscais para a importação; a revogação dos Decretos Nºs 53.059/2016 e 53.184/2016; a criação de cotas de importação de lácteos do Uruguai sem a liberação automática; as compras governamentais de lácteos; a criação de um programa de controle de estoques; as políticas de incentivo e fomento para a cadeia produtiva do leite e, ainda, a revisão dos preços mínimos do leite. “O produtor está desesperado e a Fetag, como sempre lutou em defesa do agricultor familiar, não o deixará desassistido”, alerta Joel.

Além disso, continua o dirigente, a agricultura familiar também movimenta milhões na Expointer, através do Mais Alimentos, que é voltado ao pequeno produtor, o programa que mais fecha negócios. Diante deste contexto, explica, o Pavilhão da Agricultura Familiar é um dos pontos altos, além da pecuária familiar que igualmente  é destaque nos últimos anos com várias premiações, tanto no gado de leite, como de corte e nos ovinos. “A agricultura familiar é um segmento importante na construção da produção de alimentos e, mais do que isso, no desenvolvimento rural e do Rio Grande do Sul”, justifica.

Coração da feira

O assessor de Política Agrícola e Agroindústrias da Fetag, Jocimar Rabaioli, conta que a cada ano a Expointer se aprimora e representa um aprendizado. Ele disse que a Comissão Organizadora do Pavilhão da Agricultura Familiar tem feito um esforço muito grande para que expositores e visitantes se sintam bem e aproveitem para vender e comprar produtos de qualidade. Rabaioli cita algumas melhorias no pavilhão nesta edição da feira, tais como ambiente climatizado com sistema de ventilação por aspersão de água; internet para o expositor; e estacionamento exclusivo e cercado para os agricultores familiares.

Pela primeira vez, continua Rabaioli, uma delegação de Minas Gerais, coordenada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Minas Gerais (Fetaemg), com seis expositores trarão queijo, cachaça, café orgânico, entre outros. Embora tenha evitado falar em novidades em relação a produtos, a pedido dos próprios expositores que preferem fazer surpresa, Rabaioli não se conteve e revelou que uma agroindústria, com produção de leite, queijo e iogurte, lançará o Picolé da Agricultura Familiar e muito mais.

Ao mesmo tempo, Pedrinho Signori, secretário geral da Fetag e responsável pela organização da produção, não tem dúvidas de o Pavilhão da Agricultura Familiar dará novamente uma resposta favorável, embora o cenário que o Brasil enfrenta hoje não seja dos melhores. “O o agricultor familiar jamais abandou o barco e teremos um grandioso evento, sendo o pavilhão o coração da feira”, completou.

Fonte: Fetag-RS

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