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Seg, Maio

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A CTB esteve presente nesta quarta-feira (6) na abertura do Conselho Deliberativo da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). A reunião, promovida para tratar de temas relacionados à luta dos trabalhadores do campo, vai até sexta-feira (8). 

Convidado pela Confederação, o presidente da Central, Adilson Araújo, fez uma análise da atual conjuntura política e econômica do Brasil e alertou para a necessidade de união do movimento sindical em defesa da democracia e dos direitos sociais.

O dirigente da CTB destacou que a luta contra o impeachment da presidenta Dilma deve estar associada à batalha pela manutenção de direitos, ameaçados pela agenda conservadora em curso no Congresso Nacional, mas também na mira da política de austeridade fiscal adotada pelo governo. 

“Ao discutirmos a defesa da democracia temos que estar de olho nas ameaças que se impõem à CLT e ao conjunto de medidas apresentadas pelo ministro Nelson Barbosa, que penaliza o funcionalismo público e põe fim à política de valorização do salário mínimo. Temos um desafio maior, que é dar centralidade à defesa do Estado Democrático de Direito, pois isso diz respeito também a nossa sobrevivência neste momento político hostil. Contudo, não podemos dissociar as bandeiras”, ressaltou Araújo.

O sindicalista ainda pediu mobilização dos movimentos contra a proposta que institui a Prevalência do Negociado sobre o Legislado. A medida garante a supremacia de acordos feitos diretamente entre patrão e empregado, desconsiderando a lei, bem como as garantias trabalhistas. 

"Temos uma cesta básica de direitos, duramente conquistada na Constituição de 88, que já não é muita coisa, e eles ainda estão colocando essa questão em cheque. De acordo o texto, se o trabalhador quiser, ele pode negociar diretamente. Mas essa livre negociação só vai ajudar o patrão", destacou.

A CTB na Contag

Dirigentes da CTB que integram a diretoria da Contag e Federações dos Trabalhadores na Agricultura nos estados (Fetag's) falaram ao Portal CTB sobre o momento atual do País e a importância do encontro promovido pela Confederação.

“O conselho da Contag, enquanto instituição, assume posição contrária ao golpe. É preciso respeitar os quase 54 milhões de votos que a presidenta Dilma teve. Defender a democracia é fundamental e a Contag tem essa clareza. É preciso respeitar ainda a nossa presidenta como mulher, pois os ataques horríveis sofridos por Dilma, desde a campanha eleitoral, demonstram também o cunho machista do movimento golpista.” (Lúcia Moura - Secretária de Trabalhadoras e Trabalhadoras da Terceira Idade da Contag)


“Tenho acompanhado os últimos conselhos da Contag e este conseguiu promover uma análise de conjuntura bastante produtiva, com um senso crítico maior. O debate sobre o atual cenário foi muito positivo e conseguiu unificar a voz do campo na luta contra esse golpe forjado em nosso País. A palavra de ordem é direcionar o olhar para aquilo que nos unifica, que é a defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, avançando rumo à construção de um projeto político que dê voz e vez à classe.” (Vânia Marques - Secretária de Formação e Organização Sindical da Fetag-Bahia) 

“O conselho de representantes da Contag este ano acontece em alto nível. Temos todas as 27 federações representadas aqui por homens e mulheres. Estamos vivendo um momento muito delicado e sério, mas nós somos maioria. Temos que colocar nosso povo na rua para impedir o fim da nossa democracia, que ainda é muito jovem. É possível dar a volta por cima. Temos que fazer mobilizações, pressionar os parlamentares a votarem contra o impeachment e a favor do Brasil.” (Vilson Luiz da Silva - Presidente da FetaeMG)

Começamos com uma boa análise de conjuntura. Nesse momento político e econômico que o Brasil enfrenta, de incerteza em relação ao que poderá acontecer, a Contag, assim como o conjunto do movimento sindical, decidiu atuar em defesa da democracia. Mas trataremos ainda diversos temas importantes, como o Grito da Terra Brasil, que acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de maio, evento de onde saíram as principais conquistas dos trabalhadores rurais. Certamente a pauta deste ano será o acesso à terra - reforma agrária e questões relacionadas às políticas públicas que contemplam geração de renda para a Agricultura Familiar e o tema polêmico da Reforma da Previdência.” (Sérgio de Miranda - Vice-presidente da Fetag-RS)

“O País passa por um momento preocupante e exige de nós, que estamos à frente das nossas organizações sociais e sindicais, muito equilíbrio na hora de buscar saídas. Contudo, devemos ter firmeza nas ações. Não podemos recuar. Temos que mobilizar os trabalhadores e o povo brasileiro para dar a volta por cima e colocar o Brasil de volta nos trilhos.” (Juraci Souto - Secretário de Formação e Organização Sindical da Contag) 

“Estamos vivendo um momento delicado para o País e para os trabalhadores e trabalhadoras, mais ainda. Dia 31 de março foi aniversário do Golpe. Ditadura nunca mais! Depois de muita dureza para conquistar a democracia, visualizamos a criminalização dos movimentos sociais e da classe trabalhadora. Devemos continuar na luta para não retrocedermos, principalmente nos nossos direitos”. (Alberto Broch - Presidente da Contag)

De Brasília, Ruth de Souza – Portal CTB
Foto: César Ramos

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