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Seg, Jul

Rurais
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Preocupada com a possível reforma da previdência social, que pode prejudicar trabalhadores e trabalhadoras rurais, a direção da Fetaemg e assessores, juntamente com lideranças regionais e municipais vem se mobilizando para levar as discussões sobre o assunto até as bases, no intuito de organizar os Sindicatos para defender os interesses da categoria, evitando assim o retrocesso na conquista de direitos.

1 mobilizacao caratinga21Em Caratinga, região do Vale do Rio Doce, cerca de três mil lideranças e trabalhadores (as) rurais de 59 Sindicatos uniram-se, em 19/09, numa grande mobilização em defesa da manutenção dos direitos dos trabalhadores rurais na previdência social. Com faixas e cartazes, acompanhados por um carro de som, o grupo percorreu as principais ruas da cidade chamando a atenção da sociedade para os prejuízos à classe trabalhadora causados pela possível reforma da previdência.

Entre as preocupações das lideranças, está a alteração na idade mínima para requerer a aposentadoria. Hoje, pelas regras vigentes, homens que trabalham no campo podem se aposentar aos 60 anos de idade e mulheres, aos 55 – ambos com um salário mínimo, mesmo tendo cumprido apenas atividade rural. Com as possíveis alterações, seriam postas iguais a idade de aposentadoria entre urbanos e rurais. Assim, os homens e as mulheres do campo passariam a se aposentar com 65 anos de idade.

O presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, ressalta que a iniciativa serve para mostrar que os rurais estão organizados e com disposição para lutar contra a reforma da previdência e contra a precarização dos direitos – de ativos e aposentados. “Estamos atentos e participando de mobilizações para garantir a manutenção dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. Trabalhadores do campo e da cidade precisam estar unidos para evitar o retrocesso de direitos garantidos constitucionalmente.”

“Esta é uma de muitas mobilizações que estamos fazendo com o objetivo chamar a atenção do governo e também despertar os trabalhadores e trabalhadoras para a luta. Os direitos dos rurais na previdência social foram conquistados por meio da organização sindical”, afirma Juliana de Souza Matias, diretora do Polo do Vale do Rio Doce.

Nesta terça-feira (20/09), as mobilizações prosseguem em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, reunindo um grupo de mulheres e jovens rurais. O presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, conversa com trabalhadores e trabalhadoras sobre a atual conjuntura política e econômica do país, tomando como base a possível reforma da previdência social. Ainda estão sendo debatidos temas relacionados à juventude e a participação das mulheres no movimento sindical.

Fonte: Fetaemg

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