Sidebar

20
Sáb, Jul

Rurais
Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Um total de nove deputados e uma senadora aceitaram o convite da direção da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) e compareceram na manhã de hoje (6), em Porto Alegre, para realizar um bate-papo sobre a reforma da Previdência Social.

Diretores, coordenadores e assessores regionais participaram da programação, que foi aberta pelo presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, que apresentou aos parlamentares um verdadeiro raio-X da atual situação da Previdência Social e provou – com todos os números – que os rurais não são os responsáveis pelo rombo nas contas da previdência, mas sim que pagam a contribuição e ainda recebem em sua esmagadora maioria (95,5%) tão somente um salário ao se aposentarem.

Joel destacou que a reforma da Previdência Social, da forma como foi elaborada pelo governo federal, trará prejuízos incalculáveis aos trabalhadores, sejam rurais ou urbanos. O dirigente cobrou, ainda, a volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que foi criado no governo FHC e permitiu o avanço nas políticas públicas para os pequenos produtores.

A Fetag já tem diretores que viajaram para Brasília, onde permanecerão, em tempo indefinido, para cuidar desta questão da reforma. Ao mesmo tempo, serão realizados duas manifestações no Estado: dia 21 em Santa Cruz do Sul e dia 23 em Santa Rosa. “Estamos completamente mobilizados e vamos lutar com todas as nossas forças para não perder nenhum direito”, afirmou o dirigente.

Os depoimentos dos parlamentares:

Pepe Vargas (PT) - “Tenho total identidade com as pessoas que estão aqui. Os números apresentados pelo presidente Joel sobre o rombo da Previdência são verdadeiros. Precisamos fazer um debate sério. Parabenizo a FETAG pela iniciativa”.

Assis Melo (PCdoB) – “Precisamos de unidade para realizar uma luta muito forte para impedir que se percam direitos adquiridos e conquistados. Que cada trabalhador rural e urbano vejam em nós uma trincheira desta luta e resistência”.

Ana Amélia Lemos (PP) – “Não podemos tratar da mesma forma atividades diferentes. O trabalhador rural não pode ser comparado a setores da indústria ou construção civil, por exemplo. Não votarei nessa reforma. Contem comigo”.

Deonilso Marcon (PT) - “Vamos lutar em defesa dos trabalhadores do campo e da cidade. Essa reforma da previdência, quem vai pagar são os trabalhadores, aqueles que têm carteira assinada. Os agricultores pagam muito. Nenhum direito a menos”.

Heitor Schuch (PSB) - “Me preocupo com os colegas parlamentares que não vieram. O abacaxi não vai descascar aqui, mas em Brasília. A eleição de Rodrigo Maia acendeu a luz vermelha. Temos que ir para lá e fazer o corpo a corpo. O problema da previdência são os altos salários e não quem ganha o mínimo”.

Francisco Alves, representando Giovani Scherini (PR) - “A aposentadoria diferenciada é imprescindível para o agricultor familiar. Temos que garantir o voto contra a reforma”.

Alceu Moreira (PMDB) – A atividade na agricultura é diferente e só por isso deve ser discutida a parte. Vamos ter que achar um capítulo especial, pois 99,5% dos trabalhadores rurais se aposentam com um salário mínimo e não os responsáveis pelo rombo”.

Elvino Bohn Gass (PT) - “Me emociono cada vez que entro neste auditório e vejo a história nestas fotos. O projeto de reforma da previdência é o mais cruel e desumano que já vi em toda minha vida. Vou construir as emendas com vocês”.

José Fogaça (PMDB) - “Discutir reforma é uma atitude corajosa e necessária. Cumprimento a FETAG por se posicionar e apresentar uma linha de raciocínio. O Brasil não conhece a palavra reforma há muitos anos”.

Jerônimo Goergen (PP) - “Para mexer lá em Brasília é preciso ter bastante voto. Quero ver nós todos juntos – situação e oposição – para garantir o que a agricultura familiar necessita. O que o presidente Joel pedir nós vamos votar”.

Previdência Social: 

 

ATUALMENTE

COMO VAI FICAR

IMPACTOS

Idade

60 anos para homem

55 anos para mulher

65 anos

para homem e mulher

A mulher terá que trabalhar mais 10 anos e homem 5 anos. Sem saúde e condições físicas muitos não alcançarão a idade mínima.

Acumular Aposentadoria e Pensão por Morte

Possível

Não será mais possível. Deverá escolher um ou outro.

Redução na renda familiar e na economia dos municípios e consequente pobreza e miséria.

Pensão

100% da remuneração da pessoa falecida.

Pensão= 50% + 10% para cada dependente – reajuste inferior ao salário mínimo.

Perda significativa na renda do grupo familiar após a morte.

Tempo de Contribuição / Atividade Rural

15 anos

25 anos

10 anos a mais de contribuição causará exclusão de inúmeros segurados.

Forma de contribuição

2,1% da comercialização da produção

(vale para o grupo familiar)

Cada membro da família deverá contribuir mensalmente. (valor será determinado por lei)

Sem renda mensal fixa, a maioria dos segurados não terão como contribuir e ficarão excluídos, principalmente a mulher e o jovem.

(Quadro elaborado pelo Depto. Jurídico da FETAG)

 

Fonte: Fetag-RS

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.