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Ter, Jul

Rurais
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Ano turbulento, definiu o presidente da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Rio Grande do Sul - Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, ao fazer o balanço de 2015 em café da manhã com a imprensa nesta terça-feira (2) na sede da Federação.

Apesar disso, o dirigente ressaltou avanços como a alteração do Suasa, a fim de melhorar e simplificar procedimentos e reconhecer a agroindústria familiar artesanal, a inclusão do leite na política dos preços mínimos, as melhorias do Proagro Mais, a derrubada do emplacamento das máquinas agrícolas e a fundação da Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais (Fetar-RS). Também participaram os diretores Nelson Wild, vice-presidente, Elisete Hintz, secretária-geral, Sérgio de Miranda, tesoureiro-geral e Inque Schneider, coordenadora de Mulheres.

A turbulência a que Joel se refere tem muito a ver com a situação política e econômica do país. No Estado, o corte nos Programas Troca-Troca de Sementes e Forrageiras mostra a falta de comprometimento do governo com políticas públicas especialmente com a cadeia leiteira, que já enfrentava problemas com as operações Leite Compen$ado e o fechamento de empresas com consequente falta de pagamento aos produtores. Em nível federal, ele diz que o governo simplesmente rasgou o discurso no que diz respeito a crédito fundiário e reforma agrária.

O secretário do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Adhemar de Almeida, que viria ao Rio Grande do Sul primeiramente amanhã (3) e depois no dia 8, não vem mais, por falta de dinheiro para a passagem aérea. Além disso, continua Joel, tramita na Câmara dos Deputados processo para flexibilização da compra de terra por estrangeiros. Somado a isso, há a situação da Previdência que deve ser agravada nos próximos anos, com proposta de aumento na idade de aposentadoria no meio rural para 65 anos, igualmente para homens e mulheres; escolha entre benefício ou pensão, sem possibilidade de receber as duas e; retirada da declaração do sindicato quando o produtor está impedido de produzir. Joel lembra que o agricultor contribui e paga impostos.

Como nem tudo é terra arrasada, o dirigente acredita que há luz no final do túnel de 2016. E não é o trem. Apesar de queda na produção do arroz, o preço deve subir. Também o fumo será valorizado no preço e na classificação, apesar da redução de áreas plantadas. Para o leite, Joel destaca que o RS tem mão de obra, espaço, clima e água e que Minas Gerais, outro grande produtor, sofre com a falta d'água e, nas atuais circunstâncias, os reflexos do desastre ambiental no Vale do Rio Doce.

A valorização do setor de aves, suínos, ovinos e bovinos e dos grãos com perspectiva de safra de verão promissora, aliada à união das entidades do setor leiteiro e da pujança da economia agrícola dentro e fora da porteira e, especialmente, o reconhecimento gradativo da agricultura familiar são destacados por ele como pontos fortes. Por outro lado, o atraso no plantio de arroz, as perdas expressivas em culturas perenes como pêssego, uva e ameixa, a pressão forte sobre a cultura do tabaco além das perdas por alagamento, vendavais e granizo que resultam em perda na qualidade e aumento dos custos de produção são pontos que preocupam a Federação.
Fetar-RS.

A fundação da Fetar-RS em 27 de novembro, consequência da dissociação de oito Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da Fetag, constituindo estruturas específicas de agricultores familiares e de assalariados rurais foi uma mudança significativa para a Fetag nesse ano. O vice-presidente da Fetag e agora presidente da Fetar-RS, Nelson Wild, relembrou a 1ª Convenção Coletiva firmada em Bagé, em 1985 e disse que a nova entidade vai combater a informalidade no campo, que hoje é de 40 a 45% e continuar na defesa do piso regional e da sindicalização dos assalariados rurais.

Fonte: Fetag-RS

 

 

 

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