Sidebar

16
Ter, Jul

Rurais
Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

A Sala Canela do Continental Business Hotel, em Porto Alegre, ficou pequena para abrigar cerca os participantes do seminário "Os Desafios do Movimento Sindical com a Aprovação da Reforma Trabalhista", promovido pela Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais no Rio Grande do Sul (Fetar) em conjunto com Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados Rurais (Contar).

A programação iniciou às 9h com abertura pelo presidente da Federação, Nelson Wild. Logo após, a assessora jurídica da Fetar-RS, Jane Berwanger, e Carlos Eduardo Silva, da Contar, falaram sobre Análise e Interpretação da Nova Legislação Trabalhista – Lei 13.467/2017. Em seguida, o enfoque recaiu em Formas de Negociação diante do Negociado sobre o Legislado.

Na parte da tarde, o assunto foi Autossustentação do Movimento Sindical diante da nova conjuntura. A secretária de Finanças da Contar, Divina Rosa da Cruz, neste momento de retirada de direitos, acredita que seja importante as regiões, mesmo com suas especificidades, vê como fundamental a união. “A Contar está visitando todos os estados e participando de eventos como esse realizado em conjunto com a Contar. Estamos reunindo muitas lideranças que sentem a necessidade de união, pois a construção da Contar é a congregar o maior número de federações”, justificou.

1 fetar sergio

O vice-presidente da CTB-RS, Sérgio de Miranda, eleito há alguns dias tesoureiro da CTB, explicou que o fato da contribuição sindical se tornar facultativa com a reforma trabalhista, que entra em vigor a partir de 14 de novembro, representa uma grande preocupação para todo o movimento sindical. “O trabalhador terá que autorizar para que empregador faça o desconto da contribuição e, consequentemente, o repasse às organizações sindicais. Essa será uma dificuldade muito grande que teremos, pois acreditamos em um movimento sindical forte e de luta. O assalariado, acima de tudo, é quem precisa de um sindicato forte. Sem entidade com organização, com capacidade de mobilização e em condições de fazer enfrentamento nas mais diferentes situações, quem vai ser prejudicado será o trabalhador, tanto rural como urbano. E termos que buscar alternativas, soluções e que movimento prossiga fortalecido para fazer as lutas”, justificou.

Miranda saudou a iniciativa da Fetar-RS de realizar esse debate na discussão das consequências da reforma trabalhista. “Os trabalhadores ficarão sem a proteção da legislação trabalhista, pois ela agora é 100% favorável aos empregadores. Os trabalhadores sofrerão muito e a Fetar já trabalha para fazer frente a esse momento tão delicado”, completou.

Por Luiz Boaz - Fetar-RS

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.

Conferência Nacional

banner cndr 2015