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Qui, Jul

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Kátia Abreu já iniciou seus trabalhos à frente do Ministério da Agricultura polemizando com a imensa maioria dos trabalhadores rurais do país. Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, a latifundiária afirmou não existir mais latifúndio no país. “Com isso, a ministra está tentando desviar a atenção sobre o problema da falta de reforma agrária no Brasil”, afirma Sérgio de Miranda, secretário de Política Agrícola e Agrária da CTB e vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul.

Os números desmentem a ministra. Segundo dados de 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 84,4% dos estabelecimentos agrícolas estão nas mãos dos pequenos e médios agricultuores com a agricultura familiar, que  detêm 24,3% das terras, enquanto os 15,6% pertencentes ao agronegócio contam com 75,7% das propriedades agrícolas. “A reforma agrária com o fortalecimento da agricultura familiar é fundamental para o desenvolvimento do Brasil com o aumento da produção de alimentos orgânicos, sem prejudicar o meio ambiente e levando justiça e direitos sociais e trabalhistas ao campo”, reforça Miranda.

Já para Vilson Luiz da Silva, secretário de Finanças da CTB e presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais, “Kátia Abreu não representa o pequeno e médio agricultor, responsáveis por 70% da produção de alimentos no país. Quem nos representa é o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), que foi uma conquista nossa”. O sindicalista realça que a ministra “precisa aprender a conviver numa democracia e respeitar os trabalhadores e trabalhadoras rurais”.

Para Vilson, “é necessário abrir as porteiras do latifúndio para resolver o gargalo da produção agrícola”. Ao assumir a pasta do MDA, Patrus Ananias também bateu de frente com a sua colega. “Ignorar ou negar a permanência da desigualdade e da injustiça é uma forma de perpetuá-las. Por isso, não basta continuar derrubando as cercas do latifúndio; é preciso derrubar também as cercas que nos limitam a uma visão individualista e excludente do processo social", defende.

Por Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

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