Sidebar

19
Dom, Maio

Rurais
Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

"A atual crise na política e economia do Brasil cada dia se aprofunda e torna mais difícil a vida da classe trabalhadora do campo e da cidade. Para os trabalhadores rurais, tanto os agricultores familiares, como os assalariados, a situação não é diferente, porque, muitas vezes, os efeitos dessa crise são ainda maiores no meio rural", disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Aristides Santos, em entrevista ao Portal CTB, nesta quarta-feira (18).

A direção da CONTAG está reunida hoje e amanhã (19), em Brasília, com suas federações no 1º Conselho Deliberativo da CONTAG de 2018, para debater os desafios da atual conjuntura para a classe trabalhadora rural.

Aristides comentou os impactos das medidas recém-implantadas pelo atual governo (entre elas, a EC 95, que reduz investimentos em áreas sociais, como Saúde e Educação, e a mudança na legislação trabalhista) na vida dos trabalhadores e trabalhadoras rurais.

 "Quando há cortes nos recursos da Saúde e Educação, por exemplo, as pessoas mais pobres, que estão mais distantes da cidade, no caso, a população do campo, sofrem os maiores prejuízos. Hoje, na Agricultura Familiar os orçamentos foram bastantes reduzidos, já não há recursos para a Reforma Agrária, o dinheiro para a assistência técnica e programas socais importantes, está quase zero. A situação é crítica na gestão deste governo que tem como prioridade o agronegócio, onde não só investe, como perdoa dívidas, beneficiando exclusivamente aos empresários do campo e da cidade", destacou. 

Sobre a mudança nas leis do Trabalho, implantada em novembro do ano passado, o dirigente avalia que os prejuízos foram muitos.

"A reforma trabalhista, prejudicou, inclusive, a receita da Previdência Social. Dados recentes mostram que os números de empregos formais e informais já estão equivalentes no Brasil, depois dessa reforma. Isso, em tão pouco tempo, imagina daqui a um ano, dois, como a situação vai estar. Emprego informal não financia a Previdência, que o governo insiste em dizer que é deficitária. Então, isso só agrava o problema. Conseguimos adiar a reforma previdenciária - foi a única derrota que a classe trabalhadora, junto às entidades sindicais, conseguiu impor ao governo. Se essa reforma tivesse ocorrido o desastre seria total".

Conselho Deliberativo da CONTAG

No Conselho promovido pela CONTAG esta semana, a Confederação defende em seus debates a luta em defesa da Democracia brasileira, ameaçada pelo golpe de Estado que tirou a presidenta Dilma do poder e prendeu, sem provas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, mergulhando o País no caos.

"Estamos tentando avançar na questão da unidade da Esquerda no Brasil, aliada à defesa da democracia e da liberdade do ex-presidente Lula, preso injustamente por meio de todo um processo orquestrado pelos golpistas, que promoveram esse golpe parlamentar e midiático. A participação das organizações da classe trabalhadora, dos candidatos e candidatas que nos representam, daqueles que estão no Congresso, os que precisamos reeleger, bem como novos nomes para mudar esse Congresso Nacional, estão no centro das discussões. A pauta contempla ainda a Agricultura Familiar e a Reforma Agrária. Vamos mobilizar a categoria e lutar contra este governo ilegítimo de Michel Temer que vem acabando com as políticas sociais e enfraquecendo a nossa luta no campo.  Vamos travar um debate com mobilização e negociação. Temos uma pauta bem argumentada e preparada. O governo terá que nos enfrentar nas ruas e nos gabinetes nos próximos dias", concluiu.

De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

Foto: César Ramos

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.

Conferência Nacional

banner cndr 2015

Últimas notícias rurais