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Dom, Maio

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Nesta quinta-feira (21) às 18h, no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff entregará as respostas da pauta do 21º Grito da Terra Brasil (GTB) à Comissão de Negociação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), composta por sindicalistas do Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) de todo o Brasil.

Considerada a maior mobilização dos trabalhadores do campo e da floresta, o GTB é promovido pela Contag, Fetags e Sindicatos e reúne anualmente milhares de agricultores de todo o país. 

Para Alberto Broch, presidente da Contag, a expectativa para este ano é positiva, pois em todo o país o Grito da Terra 2015, realizado de forma descentralizada, mobilizou cerca de 80 mil agricultores. “São milhares de pessoas nas ruas e mais de 15 estados mobilizados, pressionando o governo federal para que a resposta seja positiva. E se não ficar a contento, vamos dar continuidade, exigindo do governo a retomada das negociações, com mobilizações ainda mais fortes. Esta pauta interessa ao povo do campo brasileiro e é importantíssimo para o país”, afirmou Broch.

Desde que a pauta foi entregue para a presidenta e seus ministros no dia 15 de abril, foram realizados em todo o país vários atos e audiências junto com Ministérios, Secretarias Nacionais, Congresso Nacional, Governos de Estados e Agências Financeiras, que trazem um conjunto de Reivindicações demandadas pelos povos do Campo, da Floresta e das Águas.

No entanto, apesar de serem bem recebidos, na avaliação do presidente da Contag, há muita preocupação, porque há poucas respostas concretas do governo, principalmente quando se trata de recursos, tanto na área agrícola como agrária. “Fomos muito bem recebidos em todos os ministérios, mas estamos com dificuldade em obter uma resposta concreta às nossas reivindicações. Por isso vamos intensificar nossas ações”, assegurou Broch.

Neste ano, o Grito da Terra Brasil, realizado de 18 a 22 de maio, tem como mote principal “Desenvolvimento Rural Sustentável com garantia de Direitos e Soberania Alimentar. De acordo com Broch com esse tema, GBT pretende atingir o conceito de sustentabilidade no campo, que é preservar produzindo, criar desenvolvimento respeitando a natureza, produzir em um padrão diferente do tecnológico à custa de química e de remédios e trabalhar para uma transição de produção mais agroecológica, além de debate com respeito aos homens e mulheres que vivem no campo.

Ainda segundo o presidente da Contag, a mobilização propõe o alcance da soberania alimentar, que tem forte relação com a segurança alimentar, ou seja, a questão dos alimentos saudáveis como prioridade no país. De acordo com ele, o país deve ser soberano e autossustentável sob o ponto de vista da sua produção de alimentos, não só em relação às commodities, mas em relação aos alimentos saudáveis.

A pauta desta edição do Grito da Terra Brasil foi construída ao longo do início do ano, entre sindicatos de todo o país, e fechada pelo conselho da Contag em março, em Brasília, como representação de todos os estados da Federação.

A proposta permite construir uma agenda positiva para o crescimento da economia com distribuição de renda. E isto passa pela ampliação do orçamento público e do investimento em políticas estruturantes para superar a pobreza, as desigualdades sociais e ampliar e universalizar os direitos, oportunidades e igualdade proporcionando aos trabalhadores rurais cidadania, dignidade e qualidade de vida.

Portal CTB

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