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Nesta quinta-feira(28), quando se comemora o Dia do Bancário, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) parabeniza a categoria, que desempenha uma função estratégica na economia nacional, mas está longe de receber uma remuneração à altura e sofre a exploração impiedosa dos ricos banqueiros.

Bancários e bancárias enfrentam diariamente de forma aguerrida a pressão, a ganância, a exploração e o assédio moral dos patrões. Além dos baixos salários, os trabalhadores sofrem com o crescimento assustador da violência contra os estabelecimentos bancários.

Em contraste com a baixa remuneração da categoria, os banqueiros estão nadando em dinheiro. A soma dos lucros dos quatro maiores bancos brasileiros em 2013, cerca de 20,5 bilhões de dólares, é maior que o PIB estimado de 83 países. Os patrões lucram especulando com os juros altos, extorquindo clientes com as tarifas e explorando bancários e bancárias.

O ramo bancário é o mais lucrativo da economia nacional, o que em muito se deve ao esforço cotidiano do funcionário, que enfrenta nas agências o trabalho árduo e a insegurança gerada pela violência e descaso dos bancos com a vida dos bancários, expostos diariamente a assaltos, ameaças e até mortes.

Segundo Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos da Contraf, no primeiro semestre deste ano foram verificados 1.693 ocorrências entre assaltos e arrombamentos, uma média de nove casos por dia, um crescimento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já os dados da Pesquisa Nacional de Mortes em Assaltos envolvendo Bancos  mostram que 32 pessoas foram assassinadas nos primeiros seis meses de 2014, uma média de cinco casos por mês, o que significa um aumento de 6,7% em relação a igual período de 2013.

A CTB parabeniza todos os bancários e bancárias, e mais uma vez reforça sua disposição de luta por mais avanços e conquistas para essa categoria tão importante para a sociedade e o desenvolvimento da nação.

Saiba mais sobre o Dia do Bancário

O dia do bancário foi definido para recordar uma das mais importantes greves da categoria. Em 28 de agosto de 1951, começou uma das mais longas e vitoriosas campanhas salariais dos bancários. A categoria reivindicava um reajuste de 40%, salário mínimo profissional e adicional por tempo de serviço.

 A contraproposta dos patrões, de 20% de aumento, foi considerada insuficiente e os bancários decidiram entrar em greve. Foram 69 dias de paralisação, até que, em 5 de novembro, a Justiça determinou um reajuste de 31%, pondo fim à paralisação.

A greve de 1951 foi a primeira contra o decreto 9.070 da ditadura do Estado Novo, que proibia greves e amordaçava o movimento sindical dos trabalhadores. Foi um movimento pela liberdade sindical, em favor da democracia, contra os "atestados de ideologia" exigidos pelo Ministério do Trabalho dos candidatos a cargos sindicais, pela participação dos sindicatos na fiscalização das condições de trabalho e emprego, pela eleição de representantes dos bancários para a direção dos antigos Institutos de Aposentadorias e Pensões (que se transformaram no atual INSS) e pela participação dos sindicatos na fiscalização e elaboração das leis trabalhistas.

A data começou a ser comemorada já no ano seguinte, em 1952, por decisão do IV Congresso Nacional dos Bancários, realizado em Curitiba. Em 1957, a Assembleia Legislativa oficializou a data no Estado de São Paulo e, em 1959, o Congresso Nacional estendeu a data para todo o Brasil ao aprovar projeto do deputado federal bancário Salvador Romano Lossaco.

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