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Dom, Jul

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O ano de 2016 começou em meio a fortes disputas. Está em curso um golpe contra a Democracia, que orquestrado por setores conservadores, propõe a volta ao passado e ameaça conquistas históricas da classe trabalhadora. Esse golpe ataca nossos direitos duramente conquistados e barra a continuidade das mudanças.

O bloco de oposição ao Brasil, respaldado pela mídia golpista e por setores do empresariado, com destaque para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), não se conforma com a derrota em 2014 e opera com uma toada só: quanto pior, melhor.

Sob o falso discurso do combate à corrupção, os protagonistas do golpe à Democracia - Michel Temer, Eduardo Cunha, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, José Serra, Gilmar Mendes e Sergio Moro -, blindados pela mídia hegemônica, protagonizam o maior ataque da história do nosso país contra os trabalhadores. Na mira da oposição está a destruição da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), o fim da valorização do salário mínimo e a terceirização sem limites.

É preciso alertar aos brasileiros que, ao contrário do que pregam os autores do golpe, o impeachment – se consumado - não vai tirar o Brasil da crise econômica e sim aprofundá-la, pois a instabilidade de um governo provisório, ameaçado por uma decisão do Senado, que pode ser contrária, e, sobretudo, pelas denúncias da operação Lava Jato contra figuras como Eduardo Cunha e Aécio Neves, podem minar as aspirações golpistas.

Estamos diante de uma luta estratégica, na qual deverá prevalecer a forças das ideias, o fortalecimento das mobilizações e alegria em defesa da Democracia que testemunhamos nos últimos dias 18 e 31 de Março. É hora de lutar.

De forma enérgica, as forças democráticas devem se unir e se levantar para defender as instituições da República, a Constituição Federal e do Estado Democrático de Direito. Não podemos vacilar. A luta política e de ideias, deve se dar nas ruas e nas redes, denunciando o golpe e esclarecendo a nossa população sobre o real caráter da ofensiva golpista contra a Democracia, o mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff e, sobretudo, os direitos da classe trabalhadora do nosso país.

Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) 

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