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Qui, Jul

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logo_ctbPor conta da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa de juros do país em 0,5%, anunciada nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central, a Direção Nacional da CTB emitiu a seguinte nota:

Por uma nova política macroeconômica

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) vê como positivo o anúncio da queda de 0,5% da taxa de juros do país, agora em 10,5% ao ano. Contudo, apesar da continuidade dessa política do Banco Central (foi a quarta redução consecutiva), a CTB entende que o governo de Dilma Rousseff precisa agir com maior intensidade para evitar que os efeitos da crise internacional afetem o país de forma mais impactante.

O início do processo da redução da taxa de juros se deu de forma tardia (somente no segundo semestre do ano passado), visto que já sabia, desde o início de 2011, que a crise internacional não havia sido debelada. A CTB, as demais centrais sindicais, diversos movimentos sociais populares e uma série de economistas já vinham alertando para os riscos que a política macroeconômica conservadora poderia trazer para o desenvolvimento do país.

A despeito da nova queda anunciada hoje, os juros reais cobrados no Brasil ainda são os maiores do mundo. Esse cenário, somado a uma política cambial inadequada e à manutenção do pagamento de um gigantesco superávit primário, tem se refletido na queda de investimentos produtivos no país. A perspectiva de crescimento para 2012 é tímida e a desindustrialização é a maior consequência dessas escolhas inapropriadas.

A CTB entende que o governo federal precisa adotar uma nova postura neste segundo ano de mandato da presidenta Dilma, na contramão dos interesses do mercado financeiro e em benefício da classe trabalhadora. Medidas como o corte de R$ 60 bilhões do Orçamento para 2012 significam o oposto daquilo que a maioria da população anseia e podem colocar em risco os recentes avanços conquistados.

O Brasil não foi afetado diretamente pela crise internacional de 2008 devido à postura corajosa do ex-presidente Lula, que ignorou os anseios conservadores e optou por uma política ousada, de incentivo à produção, ao consumo e à geração de empregos. É essa mesma postura que a CTB e a classe trabalhadora esperam da presidenta Dilma daqui por diante, a partir de uma nova política macroeconômica que tenha o desenvolvimento da nação e a valorização do trabalho como prioridade.

São Paulo, 18 de janeiro de 2012.

Wagner Gomes
Presidente nacional da CTB
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