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São Paulo era apenas uma pequena cidade e, quase por acaso, D. Pedro I, que vinha de Santos deu seu famoso grito às margens do Ipiranga: “Independência ou Morte!”. Foi no dia 7 de setembro de 1822. E o Brasil deixou de ser colônia de Portugal. O grupo mais conservador da elite liderou o processo de Independência e assim manteve a Monarquia, deixando de escanteio os grupos mais avançados que defendiam a República e o fim da escravidão.

A Independência, com toda a pompa e circunstâncias, alvo de tantas sátiras, mas foi a única na história universal que manteve o dirigente do país dominador. E Dom Pedro I, além de manter toda a estrutura do poder imperial, consolidou uma aristocracia no Rio de Janeiro que se fingia europeia. Assim, a nascente monarquia brasileira mantinha um regime autoritário, distante do povo e totalmente dependente da economia internacional, notadamente da maior potência da época, a Inglaterra.

Mas os 67 anos de Império não foram de calmaria para a corte brasileira. Inúmeras revoltas eclodiram no Brasil de norte a sul e de leste a oeste. Os negros escravizados lutavam para mudar o sistema e a parte da elite republicana se unia aos setores populares para derrotar o Império. Assim a Proclamação da República ocorreu em 1889, um ano após a abolição dos escravos. Nos dois eventos os setores mais radicais da sociedade não tiveram peso e o povo praticamente ficou à margem.

O voto feminino foi conquistado somente em 1932. Os analfabetos só ganham o direito de votar com a promulgação da Constituição de 1988. Após o fim da Segunda Guerra, o Brasil passa a se submeter aos interesses da nova potência emergente, os Estados Unidos. Dessa forma, mesmo com a democracia pós-64 o país era considerado mero “quintal dos Estados Unidos”, submetido aos ditames do sistema financeiro internacional.

Os brasileiros abriram caminho para a independência e soberania nacional a partir de 2003 com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Foi preciso que um operário conquistasse a Presidência da República para que o país se afastasse dos Estados Unidos, priorizasse a integração latino-americana, rejeitando a Alca, participando da criação da Unasul e da Celac e diversificando seu comércio, dando preferência aos parceiros do Sul e estabelecendo uma parceria estratégica com a China, que desde 2009 é nossa maior parceira comercial, tendo superado os Estados Unidos.

A nação brasileira é respeitada em todo o mundo e se torna entre os países emergentes e como membro do Brics uma importante liderança mundial. Pela primeira vez a classe trabalhadora experimenta para valer a proximidade com o poder.

Direção da CTB

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