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A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) vem a público manifestar seu total apoio à greve geral convocada unitariamente pelo movimento sindical paraguaio para a próxima quarta-feira, 26 de março.

Os paraguaios sairão às ruas das principais cidades do país para denunciar as políticas entreguistas defendidas pelo presidente colorado Horacio Cartes, que prejudica, principalmente, a classe trabalhadora.

O congelamento salarial, as precárias condições de trabalho e altas taxas de informalidade que atingem 81,6% da população de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), são alguns dos problemas enfrentados pela população daquele país.

A perda do salário mínimo, no último período, alcançou 25%. O governo propôs a reposição de 10%, valor que não repõem as perdas recentes. Para piorar a situação, em 2013, o governo aprovou a Lei de Aliança Público-Privada (APP), medida que protege os empresários e os interesses estrangeiros, e privatiza o país.

A organização da classe trabalhadora também apresenta dados alarmantes. Atualmente o índice de sindicalização do país é de apenas 7%, os sindicatos recém-formados denunciam a demissão de seus dirigentes massivamente, a Negociação Coletiva alcança apenas 2% dos trabalhadores. Até pouco tempo o país não tinha o Ministério do Trabalho, órgão criado recentemente e que ainda não tem um ministro nomeado para a pasta.

Frente a esse cenário de grande insatisfação popular, a greve geral está tendo a adesão de movimentos sociais, estudantis, organizações camponesas e partidos políticos da esquerda. O governo tenta deslegitimar a iniciativa e intimidar as pessoas para não saírem às ruas no dia da greve, alegando que os organizadores farão atos de violência na data, fato que já foi desmentido pelas seis centrais sindicais que convocaram a mobilização.

Para a CTB, é inadmissível que em um Estado Democrático de Direito a população seja coibida a ficar calada e não lutar por seus direitos. A CTB se solidariza com os paraguaios e presta total apoio à luta da classe trabalhadora que se desenvolve naquele país, que sofreu um golpe em 2012, após o Massacre de Curuguaty, matança que resultou na morte de 17 camponeses e seis policiais, ação que serviu como argumento para fomentar a destituição do então presidente Fernando Lugo.

São Paulo, 24 de março de 2014

Adilson Araújo – Presidente Nacional da CTB
Divanilton Pereira – Secretario das Relações Internacionais da CTB e Coordenador da Federação Sindical Mundial para o Cone Sul

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