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A CTB participou do Congresso de fundação da UIS-Aposentados, que ocorreu na cidade de Mataró, Espanha, nos dias 5 e 6 deste mês. Representaram a Central Sindical o secretário da pasta, Pascoal Carneiro, e o cetebista Uriel Villas Boas.

Os dirigentes avaliaram que a decisão de organizar a entidade foi um passo muito importante pelo objetivo primordial de buscar a mobilização de milhões de trabalhadores a nível mundial. Com isto a luta passa a ser mais politizada e global.

Em dois dias de debates ficou evidenciado que os operários do mundo produzem as riquezas, mas quando chegam na idade da aposentadoria não têm os direitos reconhecidos.

No Congresso da UIS ficou claro que esta situação está presente em vários países e os governos têm como preocupação maior o atendimento das demandas do capitalismo e, em muitas situações, tentam jogar os trabalhadores para os fundos de previdência privada.

Vivemos num período de profunda crise do sistema capitalista. O capital e os governos capitalistas querem repassar o peso da crise para os trabalhadores e por extensão para os aposentados e pensionistas.

Esta é uma ação que tem um impacto nefasto para os trabalhadores de todos os setores. E em grau muito maior os aposentados e pensionistas que sofrem com as reduções constantes de suas pensões o que leva a uma piora de sua vida e dos seus dependentes.Se os problemas estão presentes em todo o mundo, os trabalhadores precisam colocar de forma efetiva o internacionalismo proletário. Esta é uma bandeira de luta que caracteriza a Federação Sindical Mundial (FSM).

Ao promover a organização internacionalista de milhões de aposentados e pensionistas abre-se a possibilidade concreta de lutar para a implementação de uma pensão pública, em valores que proporcionem viver com dignidade. Esta é uma realidade que deve estar presentes em todos os lugares deste planeta. Este posicionamento ficou claro na decisão tomada por representantes de todos os continentes que participaram do encontro.

Na jornada final, o Congresso elegeu uma direção- composta pelo por Dimos Kompouris da Frente Militantes de Todos os Trabalhadores (Pame, por sua sigla em grego) como presidente e Quim Boix Lluch da CSU/Espanha como secretário-geral - que refletiu o alto nível político dos debates e discussões. As delegações ficaram responsáveis pelo encaminhamento de reivindicações que são consideradas como fundamentais para os trabalhadores aposentados e pensionistas e que incluem o direito à saúde e medicamentos gratuitos, pela seguridade social pública, pela implementação de programas sociais de elevado nível.

O compromisso maior é globalizar as lutas, com um calendário de trabalho e um esquema de divulgação e troca de informações, além da participação das entidades de aposentados e pensionistas das gestões para opinar sobre as decisões a serem tomadas.

O plano de lutas inclui ainda a reivindicação por uma previdência social pública de qualidade e que seja definida uma data para a celebração de um dia anual mundial de mobilização. Os delegados assumiram o compromisso de manterem contatos localizados por continentes, com o objetivo de promover encontros regionalizados, para discutir as propostas aprovadas no Congresso e definir formas de lutas com unidade.

A realização de um Congresso reunindo entidades de aposentados e pensionistas de todas partes do mundo mostrou um quadro real que merece muita reflexão. A classe trabalhadora hoje aposentada é colocada em segundo plano por parte do sistema capitalista explorador. E as ações isoladas tem mais dificuldades de atingir objetivos.

A iniciativa merece muitos elogios e deve servir de reflexão para toda a militância sindical. Para que as lutas sejam permanentes e não levem em conta apenas questões pontuais. Para que as mais diferentes categorias de aposentados se empenhem em campanhas salariais anuais, aproveitando a experiência de quando estava na ativa.

No encontro foram aprovadas três resoluções: Em solidariedade à Palestina; Em apoio à luta pela paz na Colômbia e pela a libertação dos cinco heróis cubanos presos injustamente nos Estados Unidos.

Por Pascoal Carneiro e Uriel Villas Boas

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