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A classe trabalhadora portuguesa realiza nesta quarta-feira, 1º de outubro, um exitoso Dia Nacional de Luta contra o novo Código de Trabalho que a administração Sócrates quer impor à sociedade lusitana, num golpe sorrateiro contra os direitos trabalhistas. Convocado pela CGTP (Central Geral dos Trabalhadores Portugueses), o movimento compreende uma greve de 24 horas no setor público, com adesão geral de 75% e 100% na saúde, segundo estimativas das lideranças sindicais, além de paralisações e outras formas de manifestações de diferentes categorias.

O código proposto é um retrocesso inaceitável. Institui uma nociva flexibilização das relações trabalhistas e configura uma capitulação do governo Sócrates à orientação neoliberal que passou a predominar na União Européia no rastro das vitórias eleitorais da direita, que chega ao cúmulo de propor o alongamento da jornada de trabalho para 60 horas semanais e sinaliza uma perspectiva sombria, de caráter neofascista, ao acentuar a intolerância diante de trabalhadores e trabalhadoras imigrantes.

É preciso reagir de forma enérgica contra esta ofensiva reacionária. A manifestação organizada pela CGTP é um passo corajoso nesta direção. Abre-se um novo ciclo de luta em Portugal contra a crescente exploração dos trabalhadores e trabalhadores, conforme assinalou o secretário-geral da entidade, Manuel Carvalho da Silva, o que deve servir de estímulo e exemplo para o movimento sindical na Europa e em todo o mundo neste momento em que o sistema capitalista mundial naufraga na crise e o neoliberalismo se desmoraliza.

A  CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) saúda a CGTP pela iniciativa do Dia Nacional de Luta e manifesta plena solidariedade à luta da classe trabalhadora portuguesa em defesa dos seus interesses e direitos e contra a flexibilização e precarização das relações trabalhistas.



São Paulo, 1º de outubro de 2008

Wagner Gomes
Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
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