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Sex, Maio

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logo ctb webA elevação da taxa básica de juros (Selic) para 8%, determinada na noite desta quarta-feira (29) pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), está na contramão dos interesses de uma nação que anseia pelo desenvolvimento. O Brasil precisa crescer. Mas a alta dos juros conspira contra esta necessidade e fortalece as tendências de estagnação do PIB, que avançou apenas 0,6% no primeiro trimestre e tende a repetir um desempenho medíocre em 2013. 

Para a classe trabalhadora juros mais altos também significam menores oportunidades de emprego e salários, menos dinheiro para saúde, educação, habitação, infraestrutura, esporte e lazer. A despesa com juros da dívida pública (obrigação tida como sagrada) vai crescer, aumentando lucros dos credores e reduzindo verbas sociais.

A inflação é apontada como justificativa para a decisão do Copom. O pretexto não convence num momento em que os preços das mercadorias, a começar pelos alimentos, estão desacelerando. Mas já não é segredo para ninguém que a alta dos juros vai ao encontro dos interesses dominantes no sistema financeiro. 

Banqueiros e grandes credores ganham bilhões a cada momento em que a Selic sobe. Percebe-se a persistente pressão pela alta das taxas de juros e spread nas análises dos porta-vozes “autorizados” do mercado veiculadas na mídia burguesa. Estes não se cansam de agitar o fantasma da inflação e alardear a necessidade de juros mais altos, bem como protestar contra a suposta falta de autonomia do Banco Central quando este adota uma orientação que contraria a vontade dos rentistas.

A decisão do Copom contempla esses interesses espúrios em detrimento do povo e da nação brasileira. Constitui, de resto, mais uma evidência de que a política macroeconômica continua a serviço da ganância deletéria da oligarquia financeira, que conspira contra o desenvolvimento nacional. A CTB, em unidade com as demais centrais sindicais, luta pela redução dos juros, controle do câmbio e das remessas de lucros e fim do superávit fiscal.

São Paulo, 29 de maio de 2013
Wagner Gomes, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

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