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internacional, que tem por epicentro os EUA.

 Tal deliberação traduz, uma vez mais, a orientação conservadora da instituição, que age com indevida autonomia na contramão dos interesses nacionais, indiferente aos pleitos da classe trabalhadora e de amplos setores do empresariado associado ao setor produtivo.

Frente ao avanço da crise é imperioso e urgente reduzir de forma substancial as taxas básicas de juros, ainda mais se considerarmos que elas foram majoradas nas três reuniões anteriores do Copom, subindo de 11,25% em abril deste ano para os 13,75% atuais. Neste campo, o Brasil devia fazer não o que as potências capitalistas recomendam, através do FMI, mas aquilo que efetivamente fazem.

Nesta mesma quarta-feira, o Federal Reserve (FED, banco central dos EUA) reduziu a taxa básica de juros para 1% ao ano, bem abaixo da inflação (cerca de 5%) pela nona vez consecutiva desde setembro do ano passado, quando os juros estavam estacionados em 5,25%. A União Européia seguiu o mesmo caminho dias atrás. O banco central da China anunciou uma nova redução da taxa básica, para 6,6%, a terceira em seis semanas.

A redução das taxas de juros é indispensável para evitar desdobramentos mais sérios da crise financeira no setor produtivo, o que pode comprometer as modestas conquistas sociais obtidas ao longo dos últimos anos e jogar água no moinho do desemprego. O BC não pode continuar jogando contra o desenvolvimento nacional no Brasil.

A CTB conclama à união das centrais, dos movimento sociais e de todas as forças interessadas no desenvolvimento nacional com soberania e valorização do trabalho e da produção a intensificar a luta pela redução das taxas de juros, contra a autonomia do Banco Central e pela democratização do Conselho Monetário Nacional (CMN).

São Paulo, 29 de outubro de 2008

Wagner Gomes, presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil   

 

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