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A classe trabalhadora é quem mais tem a perder se o golpe do impeachment não for barrado. As classes sociais e os políticos que estão por trás da campanha contra a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula, a pretexto de combater a corrupção, têm por objetivo principal a destruição dos direitos sociais conquistados pelo povo brasileiro não só durante o governo Lula mas ao longo de toda história. Querem o fim da CLT. Isto significa acabar com as férias de 30 dias, com o 13º, com a licença maternidade, com o descanso semanal remunerado, aumentar a jornada de trabalho muito além do limite de 8 horas diárias, impor a terceirização ilimitada e destruir outras conquistas.

Este objetivo sinistro para a classe trabalhadora transparece nos programas, entrevistas, declarações e ações públicas e privadas dos golpistas e seus apoiadores. Os compromissos de Michel Temer, o capitão do golpe conforme observou Ciro Gomes, foram expressos no documento intitulado “Ponte para o futuro”, aprovado a toque-de-caixa pela direção do PMDB pouco antes de desembarcar do governo. Temer promete aos empresários reformar a legislação trabalhista para que o negociado prevaleça sobre o legislado, aumentar a idade mínima para aposentadoria, desvincular a correção das aposentadorias do salário-mínimo, retomar o programa de privatização selvagem da era FHC e acabar com a política de conteúdo local.  

Eduardo Cunha, que acatou o pedido de impeachment - sem o menor fundamento na Constituição - e o colocou em tramitação na Câmara dos Deputados, foi quem acelerou na mesma Casa a análise e votação do projeto que abre caminho à terceirização da atividade-fim. O vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch quer flexibilizar todos os direitos e sonha até em acabar com o horário de 1 hora de almoço, sugerindo que o operário pode muito bem comer um sanduíche com a mão esquerda e continuar operando a máquina com a direita, pois nos EUA já é assim, segundo informou em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues (https://www.youtube.com/watch?v=NYoWUJ2j6U0).

A Fiesp, fiel ao instinto de classe, tem um DNA golpista que revelou lá atrás, nos idos de 1964, e em 1989 quando seu ex-presidente, Mário Amato, ameaçou com uma fuga em massa de empresários para o exterior caso Lula ganhasse a eleição. Hoje a federação da burguesia paulista é uma das mais assanhadas e descaradas promotoras da campanha golpista e financiadora dos atos e provocações dos “coxinhas” extremados. Conforme alertaram os juízes trabalhistas em carta aberta à população “os direitos e as garantias trabalhistas duramente conquistadas e agasalhadas na Carta Política de 1988” correm sério perigo (http://justificando.com/2016/04/04/juizes-trabalhistas-divulgam-manifesto-em-defesa-da-democracia/).

Por tais razões, a luta contra o golpe branco do impeachment é vital para a classe trabalhadora. Ter uma clara consciência do que está em jogo nesta guerra política - que é, em primeira e última instância, manifestação radicalizada da luta de classes - é fundamental para as lideranças classistas. Ainda mais fundamental é levar esta consciência às amplas massas do nosso povo e especialmente à valorosa juventude trabalhadora, que porta em si o presente e o futuro da nossa luta.   

Adilson Araújo, presidente da CTB

 

 

 

 

 

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