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Em plena crise do sistema financeiro internacional, foi anunciada nesta segunda-feira (3-11) a fusão dos bancos Itaú e Unibanco, que resultará, se for concretizada, na maior instituição financeira do hemisfério Sul, com ativos de 575 bilhões de reais, contra R$ 403,5 bilhões do Banco do Brasil e R$ 348,4 bilhões do Bradesco. Os investidores reagiram positivamente no mercado de capitais, mas o fato é motivo para preocupação da classe trabalhadora e da sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, a nova instituição a ser criada pode redundar em “enxugamentos” e demissões. Compreensivelmente, a categoria já está apreensiva, pois vivemos a expectativa de desaceleração do crescimento econômico, em função da crise internacional irradiada do capitalismo norte-americano, o que terá impactos negativos no mercado de trabalho e tornará o emprego mais raro.

Também cabe assinalar que a fusão intensifica o processo de concentração e centralização do capital no sistema financeiro nacional, abrindo caminho para a redução da concorrência e a prevalência de um monopólio privado no setor. Isto não é bom para os clientes nem para a economia nacional, pois tornará mais difícil a redução dos juros na ponta, para pessoas físicas e jurídicas, assim como das tarifas e taxas cobradas pelos bancos.

A CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, em aliança com outras centrais e as entidades sindicais que representam a categoria, manifesta sua posição contra a fusão e exige a abertura de negociações com o movimento sindical para preservar o emprego e os interesses da categoria e dos clientes.

São Paulo, 3 de novembro de 2008

Wagner Gomes, presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil       

 

 

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