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Dom, Jul

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Companheiros e companheiras

Somos protagonistas de um acontecimento que será registrado com destaque nos anais da história sindical e política do Brasil.

Vamos dar um viva à unidade da classe trabalhadora e das centrais sindicais.

Nossa conferência se realiza numa conjuntura perturbada pelas crises do sistema capitalista internacional e de sua ordem imperialista, que foi estabelecida no pós-guerra com base na hegemonia dos Estados Unidos e hoje caduca a olhos vistos.

A crise revelou os limites do sistema capitalista e o esgotamento da política da grande burguesia financeira, o fracasso do neoliberalismo. Despertou, com isto, a necessidade de lutar por uma nova ordem mundial e por modelos de desenvolvimento alternativos, sob pena de crises ainda maiores que podem conduzir a humanidade ao caminho da barbárie.

A bandeira do socialismo volta a ganhar atualidade no mundo.

O nosso caminho no rumo das transformações sociais e políticas mais profundas que a época demanda é a luta por um novo projeto de desenvolvimento nacional com soberania, democracia e valorização do trabalho, conforme sublinha o Manifesto que vamos aprovar hoje aqui.

O conteúdo deste novo projeto está inserido na agenda da classe trabalhadora, que apresenta as bandeiras unitárias das centrais. O documento salienta que é preciso uma política de redução dos juros e do superávit primário; controle do câmbio e do fluxo de capitais; redução da jornada sem redução de salários; direito irrestrito de greve, inclusive para o funcionalismo; fim do fator previdenciário; ratificação da Convenção 158 da OIT; reforma agrária. É igualmente indispensável realizar reformas estruturais do regime político, da educação, da habitação, do sistema tributário e dos meios de comunicação.

Vivemos um processo promissor de mudanças no Brasil e na América Latina, em que se destaca a afirmação da soberania e a busca de um novo modelo de desenvolvimento que, em oposição à ordem imperialista liderada pelos EUA e ao neoliberalismo, deve ser capaz de garantir o crescimento sustentável e a valorização do trabalho.

Reitero ao presidente um apelo que com certeza conta com o apoio de todas as lideranças aqui presentes.

Companheiro Lula, não vete o fator previdenciário nem o reajuste dos aposentados. Seu governo recolocou na agenda nacional a valorização do trabalho, que é a principal via para fortalecer o mercado interno e garantir o crescimento econômico, como revela a política de valorização do salário mínimo. As medidas aprovadas pelo Congresso têm o mesmo sentido e também vão beneficar a nação. Não ouça o canto de sereia dos conservadores. Não vete. Sancione os benefícios aos trabalhadores aposentados e na ativa.

Companheiros e companheiras

Estamos fazendo história e devemos ter consciência de que o destino do Brasil depende de nós. Os rumos políticos da nação podem ser mais ou menos progressistas dependendo da participação da classe trabalhadora nas batalhas em curso e, em especial, nas eleições de outubro, nas quais devemos nos empenhar de corpo e alma para eleger candidatos identificados e comprometidos com nossa agenda. A unidade potencializa nossa força e é hoje o nosso principal dividendo. Temos de mantê-la e ampliá-la.

Depois desta conferência o movimento sindical será outro. Já temos as bases para criar um grande movimento político de massas em defesa de um novo Brasil, unindo todo nosso povo, os partidos e as organizações progressistas. Nossa responsabilidade é grande e os desafios não são pequenos. O maior deles é elevar o protagonismo da classe trabalhadora na luta política nacional.

Derrotamos o neoliberalismo nas urnas em 2002, voltamos a derrotá-lo em 2006 e vamos lhe impor uma nova derrota em outubro, barrando a possibilidade de retrocesso. É esta a nossa tarefa comum neste ano.

Reitero aqui um antigo e famoso apelo revolucionário: Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e do mundo, uni-vos na luta contra a exploração, o capitalismo e o imperialismo e em defesa da integração solidária dos povos latino-americanos, da democracia e do socialismo.

Viva os trabalhadores e trabalhadoras

Viva o povo brasileiro

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