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Reunidos em São Paulo nos dias 24 e 25 de fevereiro, durante o 4º Encontro Nacional de Trabalhadores Rurais da CTB, lideranças sindicais dos trabalhadores e trabalhadoras rurais provenientes de vários estadosaprovaram a seguinte resolução sobre a conjuntura nacional:

1- O Brasil vive um momento político complexo e delicado que merece atenção redobrada e um posicionamento firme, justo e equilibrado do sindicalismo classista;

2- Num cenário de crise econômica e radicalização da luta política (que não se verifica só aqui, mas em quase todo o mundo) é notória e preocupante a ofensiva golpista da direita neoliberal, que neste momento propaga o ódio de classes e agita a bandeira do impeachment contra a presidenta Dilma, atropelando a vontade popular expressa recentemente nas urnas, com propósitos reacionários e antidemocráticos;

3- Cumpre registrar e denunciar o papel particularmente nocivo e infame da grande imprensa nas empreitadas para desestabilização do governo, cuja reeleição a CTB e a Contag apoiaram. A ofensiva tem por alvo a privatização da Petrobras, a pretexto de combater a corrupção, e o petróleo do pré-sal cobiçado pelo capital estrangeiro;

4- É preciso alertar e esclarecer a classe trabalhadora brasileira, rural e urbana, sobre a natureza dos acontecimentos em curso, para que não se deixe iludir pela campanha midiática e se oponha com toda força aos golpistas, cujo objetivo é o retrocesso social em toda linha, a supressão das conquistas obtidas ao longo dos 12 anos de governos Lula e Dilma e o fim da democracia e da soberania, a entrega do pré-sal, fazendo neste sentido o jogo do imperialismo;

5- A luta em defesa da democracia é prioritária e deve envolver o movimento sindical rural e urbano em unidade com as forças democráticas, patrióticas e progressistas do país;

6- Ao mesmo tempo devemos ampliar a mobilização em defesa dos direitos, dos interesses e do projeto da classe trabalhadora com mudança da política econômica, o enfrentamento ao atual modelo de desenvolvimento - ancorado em grandes obras e conglomerados agroindustriais – que prejudicam os meios de produção da agricultura familiar e o meio ambiente. Pela reforma agrária, o fortalecimento da agricultura familiar e a valorização do assalariamento rural; pela rejeição ao PL 4330 de regulamentação da terceirização, bem como revogação das Medidas Provisórias 664 e 665.

7- Saudamos os esforços que estão sendo feitos neste momento pela realização do 3º Festival da Juventude Rural, 22º Grito da Terra Brasil e da 5ª Marcha das Margaridas bem como reiteramos a necessidade de realizar uma grande Marcha Nacional pela Reforma Agrária, bandeira histórica da nossa classe trabalhadora que continua na ordem do dia e é indispensável à concretização do nosso PADRSS (Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário).

São Paulo, 25 de fevereiro de 2015

4º Encontro Nacional de Trabalhadores Rurais da CTB

 

 

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