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No momento em que completa e comemora seus 7 anos de existência e se consolida como uma central classista, democrática, plural e de luta, a CTB realizou a 14ª reunião da sua Direção Nacional, que depois de analisar a conjuntura aprovou a seguinte Resolução Política:

1- A reeleição da presidenta Dilma Rousseff, num dos pleitos presidenciais mais polarizados e acirrados da nossa história, foi uma grande vitória da classe trabalhadora e do povo brasileiro. A derrota de Aécio Neves impediu a interrupção do ciclo mudancista iniciado em 2003 pelo governo Lula e barrou o retrocesso neoliberal, que viria acompanhado de recessão econômica, desemprego em massa, arrocho dos salários, perseguição e criminalização das lutas sociais, restauração de uma política externa subserviente aos EUA e fim da política de valorização do trabalho;

2- A elite nacional e estrangeira (banqueiros, rentistas, latifundiários, investidores e especuladores estrangeiros) cerrou fileiras em apoio ao candidato tucano, mobilizando sua mídia golpista numa campanha orquestrada de denúncias com o objetivo de desmoralizar o governo, despolitizar e confundir o povo. Apesar do terrorismo midiático, bem como do clima de pânico que tomou conta do mercado de capitais, a classe trabalhadora garantiu a quarta grande vitória do povo brasileiro, com repercussões positivas em toda a América Latina e no mundo, uma vez que o retrocesso neoliberal comprometeria o projeto de integração regional e, em certa medida, até mesmo o Brics.

3- Mas as eleições de outubro também foram marcadas pelo avanço das forças conservadoras, inclusive de extrema direita, e alteração da correlação de forças no Congresso Nacional em detrimento da classe trabalhadora. É visível no Brasil, como em muitos outros países, uma crescente radicalização da luta de classes, cujo pano de fundo é a grave crise econômica e geopolítica do sistema capitalista internacional.

4- Embora derrotada no pleito presidencial, a direita não se deu por vencida e desencadeou uma forte ofensiva para desestabilizar e derrubar o governo Dilma, advogando o impeachment e apelando até por um novo golpe militar. Neste novo cenário político é indispensável uma ampla união do conjunto dos movimentos sociais, partidos e forças democráticas, progressistas e patrióticas em defesa da democracia, da Constituição e das mudanças. Neste sentido, a CTB defende a criação de um novo Fórum Nacional de Lutas.

5- As ruas serão o palco principal da luta política nacional ao longo dos próximos anos. É preciso ocupá-las, redobrando os esforços de conscientização e mobilização das bases, buscando sempre elevar o protagonismo da classe trabalhadora e manter a unidade das centrais fundada na agenda da classe trabalhadora por um novo projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, democracia e soberania, aprovada na 2ª Conclat.

Nela, as centrais propõem mudanças na política econômica (com o fim do malfadado supe¬rávit primário; a redução das taxas de juros; o controle do câmbio; a taxação das remessas de lucros); a extinção do fator previdenciário; mais inves-timentos no SUS, bem como na educação e transporte públicos; reformas democráticas (agrária, política, urbana, tributária, da educação e do Judiciário); integração soberana da América Latina; democratização da mídia; redução da jornada de trabalho sem redução de salários; rejeição do PL 4330, que escancara a terceirização; igualdade de oportunidade para homens e mulheres; fortalecimento da agricultura familiar; defesa de mais e melhores empregos, da qualificação profissional e ratificação do seguro-desemprego e regulamentação das convenções 158 e 151 da OIT.

Leia a versão desta resolução em espanhol, inglês e francês

Salvador, 12 de dezembro de 2014
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB

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