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A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) manifesta total e irrestrita solidariedade à greve nacional dos professores. Ao mesmo tempo repudia energicamente a conduta truculenta e intransigente dos governos tucanos diante do movimento. A repressão à greve no Paraná é uma barbárie e a proposta de reajuste zero do governo Alckmin em São Paulo é um acinte, uma provocação a uma categoria mal paga e sofrida cujo trabalho é essencial para o desenvolvimento do nosso país.

O odioso descaso das administrações tucanas frente às justas reivindicações vem despertando a indignação dos trabalhadores e trabalhadoras e reflete na verdade o desprezo pela educação pública e, por extensão, pelo povo e a nação que tanto dela dependem. Parece que os líderes do PSDB só têm olhos e sensibilidade para as camadas mais ricas da população, a burguesia, os grandes capitalistas, os rentistas, os endinheirados.

É assim também com a crise hídrica em São Paulo, que atinge de forma mais brutal e impiedosa as famílias mais pobres da periferia. Os fatos revelam o caráter elitista e antipopular dos governos tucanos, que se manifestou com brutalidade no Paraná, onde o governador Beto Rixa armou uma operação de guerra contra professores e professoras que deixaram por saldo centenas de pessoas feridas.

A educação pública de qualidade é fundamental ao desenvolvimento nacional e a pré-condição para uma educação de qualidade é a valorização profissional e salarial dos educadores. Sem valorização dos professores não teremos nunca um ensino de qualidade. A intransigência tucana não afronta apenas a classe trabalhadora, é também nociva aos interesses maiores da nação, cujo desenvolvimento demanda a elevação do nível de escolaridade e educação do povo.

A truculência e intransigência tucana contra a greve dos professores não é um fato isolado, faz parte de uma ofensiva mais ampla das forças conservadoras contra a democracia e os direitos sociais. Prova disto foi a aprovação do PL 4330, que escancara a terceirização, na Câmara Federal.

A CTB defende a mais ampla unidade dos assalariados, envolvendo todas as categorias, bem como a aliança com os movimentos sociais e as forças democráticas e progressistas para resistir à onda reacionária desencadeada pela direita neoliberal e abrir caminho para a retomada da agenda da Conclat por um novo projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, soberania e democracia.

São Paulo, 7 de Maio de 2015

Adílson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

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