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Para a CTB o 1º de Maio, Dia Internacional da Classe Trabalhadora, é um momento privilegiado para intensificar o trabalho de esclarecimento, conscientização e mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras em defesa dos direitos sociais, da democracia e da soberania nacional. Vivemos um momento crucial da nossa história. Enfrentamos um sério risco de retrocesso e batalhas políticas decisivas estão em curso e a caminho.

Reforçadas pelos resultados das últimas eleições parlamentares, que tornaram sensivelmente mais reacionário o Congresso Nacional e criaram as condições para a ascensão de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara Federal, as forças conservadoras desencadearam uma feroz ofensiva com o objetivo de encerrar e reverter o ciclo político progressista iniciado em nosso país após a eleição de Lula em 2002.

Com amplo apoio da mídia golpista e explorando de forma hipócrita e leviana as denúncias de corrupção contra o PT (da qual não estão alheios o PSDB e o DEM e cuja principal causa é o financiamento empresarial das campanhas políticas) a direita neoliberal, respaldada pelo imperialismo, ameaça os direitos sociais, a soberania (atacando a Petrobras) e as liberdades democráticas.

No Congresso, sob forte pressão dos capitalistas e a presidência autoritária do deputado Cunha, está em tramitação o PL 4330, que generaliza a terceirização das relações entre capital e trabalho e pode significar o maior golpe contra o Direito do Trabalho e a classe trabalhadora de toda a história do Brasil. Nem mesmo o regime militar foi tão longe.

É urgente, e é um imperativo do sindicalismo classista, multiplicar esforços para vencer, malgrado os meios escassos, a guerra ideológica por mentes e corações do nosso povo, parte essencial das batalhas contra o PL 4330 bem como em defesa da democracia e dos interesses nacionais. É igualmente necessário identificar e denunciar os traidores da classe trabalhadora que se dobraram à pressão do capital, dividiram o movimento sindical e apoiam a terceirização sem limites.

A consciência de classe é o elemento chave para mobilizar o povo trabalhador em geral e as bases sindicais em particular contra as ameaças de retrocesso e abrir caminho a uma contraofensiva das forças progressistas em defesa de um novo projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, democracia e soberania.

A CTB trabalha pela mais ampla unidade democrática e popular, envolvendo partidos progressistas, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e personalidades democráticas em torno das seguintes bandeiras:

· Rejeição do PL 4330;

· Defesa da Petrobrás e da engenharia nacional;

· Defesa da reforma agrária e do fortalecimento da agricultura familiar;

· Combate à corrupção; fim do financiamento empresarial das campanhas e realização de uma reforma política democrática;

· Regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas previsto na Constituição, forte taxação das remessas de lucros e revogação das MPs 664 e 665.

Adilson Araújo - presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabahadoras do Brasil (CTB)

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