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Dom, Maio

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O VI Encontro Sindical Nossa América (ESNA), que ocorrerá em Havana, Cuba, nos dias 3 e 4 de maio, estará inserido em um contexto geopolítico bastante incerto e tenso, ao mesmo tempo alvissareiro para as forças políticas populares e democráticas da América Latina e do Caribe.

Esse encontro deve se constituir num grande espaço político para que a classe trabalhadora e seus aliados de Nossa América reafirmem sua estratégia anti-imperialista, antineoliberal e socialista, disputando a integração latino-americana e caribenha de uma forma soberana, complementária e valorizando o trabalho.

Destacamos ainda que uma nova ofensiva estadunidense e de seus aliados nessa região alcança novos patamares de virulência política e econômica. De um lado, patrocina golpes e desestabilizações contra as experiências governamentais progressistas; por outro, desencadeia ofensiva econômica, tentando inviabilizar os resultados até então alcançados por esses projetos.

Constata-se, portanto, que uma nova ofensiva liberal ronda o mundo e a região. Após a sua derrota com a ALCA, os EUA buscam por outros meios novas rendições, anexações e controle.  O alvo nesse atual estágio está focado na Venezuela, Argentina e Brasil – dentre outros importantes processos –, com o nítido objetivo de fragilizar as maiores bases produtivas e sociais do continente.

O ESNA, que agrega o pensamento sindical classista e socialista em nossa região, mantendo sua independência (o que não significa neutralidade política), não permitirá retrocessos e continuará disputando os rumos dessas inéditas experiências governamentais em Nossa América.

Portanto, a realização do VI ESNA não deve se constituir em mais uma plenária sindical e social com fim em si mesma. É preciso dar efetivação prática e política para garantir um efetivo protagonismo político da classe trabalhadora em nossa região.

Dessa forma, urge obtermos adesões e convicções militantes em torno desses propósitos. Caso contrário, as boas intenções elaboradas tornar-se-ão ineficazes e num desperdício de energia. Por isso reforçamos a presença dos classistas e aliados nesse importante encontro para garantirmos o êxito frente aos atuais desafios.

Mãos à obra!

Viva o VI ESNA!

São Paulo, 13 de março de 2014
Divanilton Pereira é secretário de Relações Internacionais da CTB

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