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“Sim! Nós somos a cidade! A periferia, que está em todo lugar, é a arte de toda parte”, dizem os artistas Aline Maria - Leonardo Brito - Rafael Mesquita - Thiago Vinicius - Alex Barcellos - Aderbal Ashogun, participantes da 31ª Bienal de São Paulo que neste ano traz o tema “Como (...) coisas que não existem”. A megaexposição começa neste sábado (6) com 81 projetos, cerca de 100 participantes e 250 trabalhos que integram o evento até 7 de dezembro, Pavilhão da Bienal no Parque Ibirapuera, na capital paulista. 

Nesta edição, o protesto dos artistas foi se recusar a aceitar o patrocínio do governo de Israel, apenas os artistas judeus aceitaram. O protesto se deu por causa do genocídio contra o povo palestino promovido por Israel.

A exposição internacional de artes plásticas se consolidou com o tempo, mesmo num país onde as artes plásticas ainda não têm muita penetração popular por ser pouco difundida. Neste ano, a Bienal resolveu dar espaço para a periferia expondo obras de países como Turquia e Líbano e de brasileiros fora do eixo Sul-Sudeste. A proposta é refletir sobre a vida contemporânea e de como a arte reflete e se vê refletida nas mazelas do mundo.

“A 31ª Bienal quer analisar diversas maneiras de gerar conflito, por isso muitos dos projetos têm em suas bases relações e confrontos não resolvidos: entre grupos diferentes, entre versões contraditórias da mesma história ou entre ideais incompatíveis”, acentuam a Fundação Bienal de São Paulo, organizadora do evento.

História

A Bienal foi concebida no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1951, sendo a primeira exposição de arte moderna de grande porte realizada fora dos centros culturais europeus e norte-americanos. Na época da ditadura sofreu com a repressão e poucos artistas participaram. Na 10ª Bienal (1969), quando, no Museu de Arte Moderna de Paris, diversos artistas e intelectuais assinam o Manifesto Não à Bienal, em protesto contra a ditadura brasileira. A partir da 14ª Bienal (1977), a exposição passa a se organizar por núcleos temáticos.

A partir dos anos 1980 passa a ser organizada com temas, com o propósito de aproximar arte das questões mais próximas das pessoas, tirando-a do pedestal de arte elitista. Mais tarde, as bienais se tornam multimídias com espetáculos de dança, teatro, música, entre outras expressões artísticas. Assim ela tem se mantido.

Serviço

O que: Bienal de São Paulo
Onde: Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera
Quando: De 6/9 a 7/12
Terça, quinta, sexta, domingo e feriados: das 9h às 19h
Quarta e sábado: das 9h às 22h
Quanto: Grátis

Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB com informações da Fundação Bienal de São Paulo

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