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A secretaria de Formação da CTB-RS foi objeto de estudo de Camile Pegoraro, durante o curso de mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na dissertação intitulada “Autoeducação da Classe Trabalhadora: limites e possibilidades na formação dos Intelectuais na Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB-RS”. Sob a linha de pesquisa “Trabalho, Movimentos Sociais e Educação”, durante cerca de dois anos, a estudante realizou entrevistas com dirigentes e formadores, participou de cursos e analisou documentos da CTB com o objetivo de contribuir para que o movimento de trabalhadores amplie sua discussão sobre educação e formação, deixando sempre claro que o trabalho não era sobre a CTB e sim para a Central fazer uso se assim desejado.

O resultado foi apresentado, na última sexta-feira (31/10), à banca acadêmica e a convidados, entre eles, a secretária nacional de Formação e Cultura da CTB, Celina Alves Arêas, e do secretário estadual da Juventude, Igor Pereira. A secretária-geral da CTB-RS foi citada carinhosamente nos agradecimentos da dissertação. “À Eremi Melo, mulher trabalhadora e dirigente sindical, responsável pelo meu primeiro contato com o Movimento”, como escrito na abertura do texto.

camile e celina

Ao longo da defesa, Camile abordou a educação não-escolar como importante contribuinte “para a formação de seres sociais que se enxerguem capazes de, na produção de sua própria existência por meio do trabalho e nas lutas sociais, modificarem a sociedade de acordo com seus interesses de classe”, como a própria autora explica no resumo da dissertação. A estudante também expôs a relação estreita entre decisões políticas e política de formação, afirmando que uma se interliga a outra, e explicou que pôde observar através de suas análises que a formação da CTB acontece em espiral, ou seja, estando sempre em movimento.

Autores como Marx, Engels, Gramsci, Mészáros, Lukács, entre outros, serviram de base para o estudo. Ao final, os resultados apresentados foram de que a CTB se predispõe a se constituir como espaço educativo que contribui para a elevação da consciência de classe, o processo de formação da CTB possibilita o surgimento de intelectuais orgânicos, que se identificam com o movimento do qual se originaram, e a pasta de formação se encontra numa relação de limites e possibilidades que pode avançar para a autoeducação da classe, desde que seja articulada à luta contra o capital e pela emancipação humana.

Após a defesa, a banca fez sua avaliação e, através de uma quebra de protocolo, uma das avaliadoras pediu que Celina falasse de suas observações sobre o trabalho. Durante cerca de 10 minutos, a Secretária Nacional de Formação e Cultura falou da relevância da pesquisa e das dificuldades vividas, logo após a criação da Central, em 2007, para fixar aos dirigentes a importância da pasta de formação no movimento sindical. “Li todo o trabalho e achei excelente. Fico inclusive emocionada porque o nosso meio quer muito o encurtamento entre a distância do movimento sindical e da academia. Com certeza, vamos utilizar o máximo possível deste trabalho para esclarecer algumas dúvidas. Foi um privilégio ver a apresentação e vou fazer o possível para convencer a diretoria a publicar o trabalho, porque ele é de grande importância para a nossa Central”, afirmou. Celina ainda trouxe algumas reflexões sobre a necessidade da classe trabalhadora se unir. Uma realidade que só é possível, segundo a Secretária, com o sentimento de pertencimento, que é um dos principais objetivos dos cursos de formação organizados pela CTB.

apresentacao tese

Camile é professora alfabetizadora e autodeclarada apaixonada pela CTB. Seu vínculo com o sindicalismo começou há alguns anos quando era trabalhadora do ramo de telemarketing, período em que despertou o interesse de pesquisar sobre o movimento sindical. No final de sua defesa, perguntada sobre qual conselho daria aos dirigentes sindicais a fim de implementar a pasta de formação, manteve a humildade e falou sobre possibilidades que podem auxiliar. “São eles que vivem o dia-a-dia do movimento e, por isso, são as pessoas certas para indicar mudanças e estratégias. O que fiz foi uma análise sobre questões que enxerguei e preposições sobre o que eu acho que pode qualificar. Quem sabe do que o movimento precisa é o próprio movimento. Mas se fosse sentar com dirigentes para falar sobre o meu trabalho, diria que se precisa acabar ou pelo menos reduzir a política de formação de quadros e aumentar a proximidade com a base, acabando assim com essa contradição direção versus base. Acredito que esse seja o grande desafio do movimento sindical hoje e é o caminho mais rápido para se avançar no principal objetivo da Central que é uma sociedade socialista”, defendeu.

Fonte: CTB-RS

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