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Sex, Jan

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Iniciado na última quarta-feira (13), com mesas sobre a política industrial e valorização do Trabalho, o seminário se encerra nesta quinta-feira com uma palestra sobre “A integração latino-americana”. Prestigiaram o evento, representações de 15 Estados, além de membros da direção nacional e assessores.

Com palestras do economista e diretor da Fundação Maurício Grabois, Aloísio Sérgio Barroso, e do professor adjunto do Departamento de Economia – UFF, Victor Leonardo de Araujo, ao longo do primeiro dia do seminário, os sindicalistas debateram a necessidade de uma mudança mais profunda na política macroeconômica do país, sobretudo via redução das altas taxas de juros e controle da política cambial, uma vez que, com a valorização do real, a produção nacional acaba enfraquecida pela falta de competitividade em relação aos produtos vindos do exterior, que chegam com preços mais baixos ao Brasil.

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Para Aloisio Sérgio Barroso, as medidas anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff, apesar de positivas, ainda são tímidas. “O Brasil não acompanhou o avanço da industrial dos demais países e perdeu produtividade. Agora diversas inciativas têm sido tomadas para tentar romper com a fraqueza dessa política macroeconômica. No entanto, a essa altura do campeonato as medidas não resolvem o problema. É preciso ir além e é o Estado que tem essa função”.

Valorização do trabalho

Já no período da tarde, o professor Victor Leonardo de Araújo, abordou a importância de um Projeto Nacional de Desenvolvimento com valorização do trabalho. Durante sua exposição o professor destacou a vantagem do governo Lula em relação ao governo FHC para alcançar este objetivo, seja pelo aumento da renda salarial, seja pelo combate ao neoliberalismo.

"A compreensão mais importante é que houve uma regressão do neoliberalismo no desenvolvimento econômico e social. A partir do governo Lula, que veio após duas décadas de crescimento econômico e social restritivos, começa a se esboçar um projeto de desenvolvimento através das políticas públicas", avalia o economista.

No entanto, de acordo com o docente, as prioridades deste projeto não são contemplados pelo PAC, visto que, o eixo principal é a estrutura produtiva assimilando os elos que precisam ser constituídos  na indústria e a necessidade de inovações tecnológicas para o qual já foram tomados algumas iniciativas como a queda dos juros e com isso incentivar o investimento.

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Araújo reforçou a ideia de que para se efetivar um que atenda à necessidades dos trabalhadores, não depende apenas de políticas macroeconômicas, mas principalmente de decisão política com diretrizes fecundas em ativos fundiários (ex: reforma agrária imbuída de incentivo a agricultura familiar e as pequenas produções), ativos financeiros (ex: percepção dos mecanismos financeiros e combate a especulação) e ativos intangíveis associados ao conhecimento (ex: educação).

Na opinião do professor, que questionou aos que acreditam que já exista um Projeto Nacional de Desenvolvimento com Valorização do Trabalho, para ser constituído depende o projeto dependerá de duas condições fundamentais: coalizão política e concepção contemporânea de projeto.

Ao final das palestras os sindicalistas de diferentes segmentos e categorias puderam contribuir com propostas e esclarecer suas dúvidas com os estudiosos.

O Seminário se encerra nesta quinta-feira às 12h, dando início a reunião da direção plena da CTB, que se estende até sexta-feira (15).

Cinthia Ribas (Portal CTB) e André Lemos (CES)

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