Sidebar

16
Dom, Jun

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times
Por Renato Rovai*

De 1 a 3 de dezembro o Brasil vai realizar a sua 1ª Conferência Nacional da Comunicação. Por si só este acontecimento já é especial. Afinal, trata-se de um justo reconhecimento de que não se pode deixar o debate de uma área tão importante para a o processo democrático restrita aos grandes do setor e ao governo, que em muitos momentos têm interesses que se complementam.

Para que a etapa nacional aconteça, estão sendo realizadas etapas estaduais e locais. Este processo tem garantido à sociedade civil mobilizar milhares de pessoas em centenas de cidades Brasil afora. Para esse segmento, o processo em si já tem sido importante para construir massa crítica e dar forma a propostas que só existiam como slogan.

Mas na Confecom também existe espaço para a construção de propostas no chamado campo empresarial, que tem direito a eleição de 40% dos delegados que estarão em Brasília. Hoje esse campo é muito mais plural do que se imagina ou do que alguns tentam nos fazer acreditar. Há milhares de empreendedores de comunicação no Brasil com posições distintas das dos grandes conglomerados midiáticos. Esse setor precisa ter voz.

Em São Paulo, um movimento nesse sentido já fez com que alguns dos representantes da comissão organizadora pelo setor empresarial fossem desse campo.

Mas esse movimento precisa se multiplicar para que cheguemos a Brasília, na etapa nacional da Confecom, com um número de delegados representativo de nossa participação real. Afinal, somos nós que temos garantido na prática a pluralidade informativa necessária ao Estado democrático. Somos nós que sem as mesmas verbas estatais e os incentivos fiscais recebidos pelos grandes grupos temos multiplicado nossos projetos nos últimos anos.

E quem somos nós? Em geral midialivristas que resolveram criar empresas para poder transformar sonhos em produtos. Gente que faz sites, blogue, revistas e jornais. Gente que tem produtoras de vídeos, editoras, rádios e jornais locais. Gente que atua com software livre, com produção cultural e artística. Gente que tem veículos regionais em diferentes segmentos. Gente que acredita que há espaço para todos e que não compactua com a lógica de que os interesses do mercado devem se sobrepor aos da sociedade como um todo.

Somos muitos e nossa múltipla voz precisa se fazer ouvir nessa Conferência.

* Este texto tem por objetivo a construção de um manifesto coletivo desse campo. Quem tiver idéias, propostas, sugestões ou dúvidas, fique à vontade para entrar em contato pelo email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

* Renato Rovai é editor da revista Fórum outro mundo em debate.

Fonte:http://www.revistaforum.com.br/
0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.