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Em seu comentário de ontem (22) para o telejornal da TV Gazeta, mais uma vez o jornalista Bob Fernandes mostra-se uma daqs poucas vozes de colunistas da mídia comercial que pensa e não segue a cartilha do sim senhor para os patrões.

O jornalista analisa a atuação do juiz Sérgio Moro nas questões de supostos envolvidos em atos ilícitos na Operação Java Jato.

"Justiça sobre invvestigações de supostos envolvidos em ilícitos de campanhas eleitorais. Decretada prisão de João Santana, publicitário das campanhas do PT desde 2006. Investigação de pagamentos da Odebrecht para Santana no exterior. Esse é o caminho do juiz Moro, procuradores e Polícia Federal para chegar às contas da campanha Dilma/Temer, novamente sendo julgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral", inicia assim seu comentário.

Para Fernandes, "investigar deveria ser normal. Anormal é o não investigar". Mas diz ele, todos devem ser investigados e não como ocorre atualmente em que criminalizam apenas políticos do PT e próximos a eles.

"Por que milhões para uma campanha seriam sujos, são investigados, e milhões para demais grandes campanhas seriam limpos e não são investigados se os doadores são os mesmos?", questiona.

O jornalista ataca com a sagacidade costumeira a atitude de parte da mídia, do judiciário, dos políticos e dos barões da mídia que fingem nada ser com eles. Nenhuma das acusações sobre diversas falcatruas como a Zelotes, por exemplo.

"Votos foram comprados para a emenda da reeleição de Fernando Henrique Cardoso. E nada de CPI, ou investigação pra valer. Idem nas bilionárias privatizações. Só a da telefonia, negócio de R$ 22 bilhões", denuncia Fernandes.

E ele próprio responde: "sem CPI, sem investigação com consequências. Mesmo com conversas escandalosas nos grampos. Há 4 anos, documentos oficiais em 115 páginas de um livro"

De acordo com ele, quando se trata de políticos do PSDB e seus aliados é "tudo sempre enterrado pela desqualificação dos denunciantes. Pelo fundo das gavetas, e pelo estrondoso silêncio".

Ele conta ainda que em novembro de 2002, quando FHC ainda era presidente, nascia o Instituto Fernando Henrique. Em um jantar no Palácio da Alvorada, como relatou Gerson Camarotti para a revista Época". Segue dizendo o jornalista, no jantar, 12 empresários "selecionados pelo leal amigo Jovelino Mineiro", diz o texto da Época. E R$ 7 milhões "levantados" para o Instituto FHC.

"No jantar, entre outros, Odebrechet e Camargo Corrêa. Isso há 14 anos. Alguma investigação, manchetes ou mesmo pergunta sobre tal noitada e amigos? Não. Por que não?"

Os comentários de Bob Fernandes na TV Gazeta servem como lição de jornalismo íntegro.

Abaixo o vídeo completo do comentário de Bob Fernandes:

 

Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

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