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Começa neste sábado (17), o Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama 2018), onde estarão reunidas inúmeras entidades que defendem a água como “elementar à vida”. O Fama 2018 vai até a quinta-feira (22) na Universidade de Brasília inicialmente depois em diversas localidades na capital federal.

Rosmari Malheiros, secretária de Meio Ambiente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), explica que o Fama foi criado para ser um contraponto ao Fórum Mundial da Água, formado pelas grandes corporações “que exploram esse recurso natural para obter altos lucros”.

Saiba mais aqui.

Ela complementa que “sem água não tem vida. Ela está na natureza e pertence a todos, não pode ser controlada por empresas que visam apenas e tão somente ter lucros”. A sindicalista ressalta ainda que “a agricultura familiar depende da água para produzir alimentos saudáveis e com a variedade necessária para a boa saúde das pessoas”.

José Mairton Pereira Barreto, diretor de Saneamento e Meio Ambiente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP), diz que o Fama 2018 vai debater a importância de defendermos os recursos naturais da agressão do grande capital.

Água é um direito de todos 

“As grandes corporações multinacionais querem se apropriar das riquezas naturais para lucrarem e controlarem a vida no planeta”, afirma Barreto. Por isso, “o objetivo do Fórum Alternativo é mostrar para a sociedade que a água é nosso direito. Comercializar a água é quase como comercializar o ar que respiramos”.

Para Malheiros, o golpe de Estado de 2016 veio também para entregar “nossos patrimônios naturais e como o Brasil possui a maior reserva hidrológica do mundo e a água é uma necessidade vital, o golpe veio também para as multinacionais se apropriarem desse bem”.

Enquanto Barreto lembra que o governo brasileiro fala em vender nossos aquíferos a título de modernização, mas “a modernidade que eles trazem é a precarização do trabalho, redução dos salários, piora e encarecimento dos serviços”.

Informe-se pela página do Facebook oficial do Fama 2018 aqui.

Ele cita o exemplo da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a crise no abastecimento de água de 2014/2015 no estado. A falta de água foi “provocada justamente pela falta de investimentos na captação de água para economizar e gerar lucros aos acionistas, principalmente dos Estados Unidos e nós é que pagamos o pato”.

Sem água não tem vida 

O Fama “pretende unificar a luta contra a tentativa das grandes corporações em transformar a água em uma mercadoria, privatizando as reservas e fontes naturais de água. tentando transformar este direito em um recurso inalcançável para muitas populações, que, com isso, sofrem exclusão social, pobreza e se vêm envolvidas em conflitos e guerras de todo o tipo”, diz trecho texto de apresentação do Fórum.

“Toda e qualquer política pública que envolva as nossas riquezas naturais devem ser amplamente debatidas com toda a sociedade”, define a secretária de Meio Ambiente da CTB. Barreto complementa afirmando que “a água não pode ser tratada como fonte de renda. A água é vital para a humanidade continuar existindo e não pode ser propriedade de alguns grupos econômicos”.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

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