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Sáb, Maio

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Mais poder político para as mulheres, igualdade de direitos e o combate à violência foram apenas algumas das reivindicações defendidas pelas centenas de mulheres que ocuparam as ruas do centro da cidade de São Paulo, na tarde desta sexta-feira – 08 de Março – Dia Internacional da Mulher.

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A atividade, promovida pela União Brasileira de Mulheres, contou com o apoio das Centrais Sindicais, entre elas a CTB, e movimentos sociais, entre eles Unegro, Conam, Marcha Mundial de Mulheres, UNE, Ubes, MST, Sempre Viva Organização Feminina,  que compareceram em peso para passar sua mensagem para mulheres e homens presentes.

“Não é a toa que estamos aqui hoje. Temos pautas específicas, que precisamos defender como o combate à violência contra a mulher, a questão do empoderamento feminino, da igualdade de direitos. Porque se nós não nos conscientizarmos e partimos para luta, não conseguiremos avançar”, destacou Rozina Conceição, coordenadora da União Brasileira de Mulheres e uma das articuladoras da atividade.

Empoderamento feminino

Com palavras de ordem “Abaixo ao machismo, viva o feminismo”, mulheres de diferentes entidades balançaram bandeiras, cartazes e faixas que defendiam o direito de escolha sobre seus corpos, suas vidas e suas opções.

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No entanto, o mote deste 08 de Março foi mais poder político. A bandeira deu a tônica às falas e expressou as dificuldades encontradas pelas mulheres para ocupar espaço nas instâncias de poder e nos sindicatos.

Estudos revelam que no Brasil, as mulheres representam 51,1% da população. Mas, apesar de maior presença na sociedade e no mercado de trabalho, as mulheres transitam por mais tempo no desemprego, ocupam postos mais vulneráveis e ganham menos. E quando conseguem ascender profissionalmente, dificilmente conseguem chegar a postos de direção, mesmo com maior qualificação e/ou escolaridade.

“Vamos ocupar essa praça pra mostrarmos nossa força. Porque apesar de sermos a maioria na sociedade brasileira, ainda não ocupamos nosso lugar nos espaços de poder”, destacou a coordenadora da UBM.

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A luta das mulheres por espaço político é bastante antiga. Nas últimas décadas o caminho foi difícil, mas as mulheres conseguiram chegar a Presidência da República. No entanto, ainda são minoria no Congresso Nacional. Cenário que se repete no nível municipal. Na eleição de 2012, os números mostram que houve avanços na representação política das mulheres. Mas, no geral, foram pequenos.

“Precisamos reverter esse quadro e mostrar que estamos dispostas e capacitadas a ocupar nosso lugar ao lado dos homens nos espaços de decisão.  Essa luta não é apenas das mulheres. É de toda a sociedade brasileira. Porque o desenvolvimento do país passa pela questão da desigualdade entre homens e mulheres”, afirmou Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

Ano decisivo

O carro de som, estacionado em frente à Catedral da Sé, foi palco de diversos discursos, que em sua maioria, cobraram da presidenta Dilma Rousseff mais atenção à pauta das mulheres e na construção de políticas públicas específicas.

Outra cobrança feita, diz respeito a aprovação de Projetos de Lei que tramitam no Congresso Nacional (Senado e Câmara Federal) de interesse feminino.

“Esse é um ano decisivo, porque nos três primeiros anos não foi possível construir uma pauta que conseguisse dar vazão às necessidades das mulheres. Não dá pra concluir o primeiro mandato da presidenta Dilma Rousseff sem dar uma resposta  ao conjunto da sociedade. Mesmo tendo colocado várias mulheres no espaço de poder, isso não se traduz na necessidade da parcela maior da sociedade, que são as mulheres da classe trabalhadora”, destacou Doquinha.

Doquinha lembrou que no Congresso tramitam diversos PL's que visam garantir a igualdade de direitos entre homens e mulheres. “Esperamos, inclusive, pela audiência que tivemos com a chefe de gabinete da presidência da Câmara, que nesse ano, esses projetos sejam colocados em votação, e que tenhamos pelo menos a regulamentação da licença maternidade de 180 dias, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC)do Trabalho Doméstico e a PL 6653, que abrange o mundo do trabalho, com direitos e salários iguais para homens e mulheres, sem discriminação de sexo,  para atingir os cargos de direção nas empresas”, afirmou a dirigente da CTB.

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A caminhada, que começou na Praça da Sé, se estendeu até a Patriarca. Mesmo sob forte chuv,a que caiu durante a atividade, homens e mulheres sindicalistas, professoras, trabalhadoras domésticas, metroviárias, metalúrgicas, trabalhadoras dos Correios, de telemarketing, entre outras, não desanimaram na caminhada, nem no discurso.

“Outra questão muito importante para as trabalhadoras diz respeito à garantia de creches. Não tem como a mulher se manter no mercado de trabalho sem ter onde deixar seus filhos. Essa é uma luta das professoras e do conjunto das trabalhadoras brasileiras. E essa luta independe do governo. O que muda são as condições. Mas esperamos que com uma presidenta no poder, haja mais sensibilidade e conscientização para a pauta feminina”, afirmou Francisca Pereira, dirigente da CTB e vice-presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores de SP).

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Cinthia Ribas - Portal CTB

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