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A Secretária da Mulher, Abgail Pereira, presente no 2º Congresso da CTB/RS, realizado em Porto Alegre, nos dias 30 e 31 de julho,  abordou principais temas sobre a questão de gênero

Para um público de mais de trezentos delegados, Abgail destacou que, nesses quase dois anos de gestão,  foram realizadas várias ações, pela secretaria, com vistas à elevação do debate da situação da mulher no mundo do trabalho e na sociedade como um todo.

Segundo a secretária, o momento presente é  histórico, com o maior índice de inserção de mulheres no mercado de trabalho, mas essa ascensão  não significou a  redução das desigualdades. Nesse quadro, enfatizou que  os sindicatos precisam estar preparados, tanto teórica quanto na estrutura organizativa das mulheres, para enfrentar a maxi-exploração capitalista.
    
 Abgail destacou a importância da participação organizada das trabalhadoras no 2º Congresso da CTB, tanto nos estados como no âmbito nacional, para aprofundar a discussão sobre as barreiras a serem vencidas para enfrentar os desafios da luta emancipadora das mulheres.

Na intervenção, a secretária lembrou que os sindicatos ainda são um espaço predominantemente masculino e que a luta pela superação das desigualdades exige o reconhecimento da discriminação e da exploração a que as trabalhadoras são submetidas: “Não se trata de a entidade ser mais ou menos machista. Trata-se de compreender que  discriminação de gênero confirma que o capital sempre usou da divisão sexual e do conceito de divisão social do trabalho que atribui à mulher a responsabilidade do lar  para incentivar a competição entre os trabalhadores, rebaixando os salários da classe em decorrência do ingresso da força de trabalho feminina.” 

Mesmo com  os avanços conquistados pelas mulheres na organização sindical, visto que na grande maioria já existem departamentos ou secretarias que tratam especificamente das demandas e das lutas das mulheres, Abgail considera que é preciso medidas concretas para dar qualidade e continuidade a essa representação  Para tanto, afirma:  “O sistema de cotas é uma forma comprovada de ampliar a participação da mulher nas entidades sindicais. É uma política afirmativa  que a CTB consagra em seu estatuto.”

A Secretaria enfatizou, ainda, a importância da participação das  sindicalistas nos  congressos estaduais, que na sua maioria estão conseguindo manter a representação cotizada de mulheres (30%)  e que é imprescindível também  manter essa representação feminina no congresso nacional  da CTB, em setembro, formando uma grande bancada  para aprovar um plano de ação e luta em consonância com o momento em que vivemos.

Para Abgail,  o Congresso nacional deve apontar a realização do 1º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, tendo como objetivo o debate dos principais temas da luta de gênero no mundo do trabalho, bem como a estruturação orgânica de Secretaria no âmbito nacional e nos estados em que a CTB está organizada:  “O Congresso também deve avançar para medidas concretas, como a elaboração de campanha nacional focada na defesa do direito ao trabalho e no combate à desigualdade salarial.”

A secretária conclama as sindicalistas para continuar enfrentando com sensibilidade, coragem e otimismo, a batalha diária contra a discriminação, contra a violência, contra o preconceito e o atraso, porque temos a convicção de que à medida que denunciamos e combatemos a desigualdade de gênero, estamos continuando a fazer história na luta contra a opressão de classe a que são submetidos todos os trabalhadores.
 
Sobre a importância do Congresso Nacional da CTB, Abgail finaliza,  afirmando:  “Queremos continuar levantando também as  bandeiras gerais  da CTB, que  sempre tiveram na Secretaria da Mulher um espaço sólido de divulgação,  e assim  cumprir com a tarefa de fortalecimento da Central e da sua concepção classista. Queremos continuar, juntos, com   a luta de homens e mulheres que almejam um novo mundo, sem fome, sem miséria, sem excluídos, sem opressão. Um mundo onde a solidariedade não tenha fronteiras, a guerra não tenha lugar e a liberdade e a igualdade sejam a mais elementar das garantias civis.”

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