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Sáb, Maio

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A ONU Mulheres definiu em 2015 a campanha Dia Laranja Pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, efetivado no dia 25 de cada mês. “Data muito significativa para a conscientização de todos e todas sobre a necessidade imperiosa de acabarmos com essa violência que vitima mulheres todos os dias em nosso país”, diz Santa Alves, secretária de Comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Distrito Federal (CTB-DF).

Já para a secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira, “a existência de campanhas como essa e a presença constante das mulheres nas ruas e nas redes sociais têm sido fundamental para elevarmos o patamar da luta das mulheres por direitos iguais”.

A mídia faz um papel perverso na propagação do machismo e das ideias patriarcais e arcaicas, diz ela. “De um modo geral, a mídia transforma a mulher em mercadoria, sempre com pouca roupa para vender os produtos e agradar aos homens”.

Pereira afirma que estão “vendendo a inocência, a juventude e com isso criam o fetiche mercadológico dessa cultura machista, que chega a ser pedófila, muitas vezes”. Ela cita também a recente pesquisa do Datafolha, pela qual 33% dos entrevistados responsabilizam a vítima por ter sido estuprada.

E ainda vem “esse desgoverno Temer e pretende uma reformulação do ensino médio tirando as matérias que cultivam a criatividade na juventude, como artes, filosofia e sociologia e educação física que propicia desenvolvimento corporal saudável”, reforça. Tem ainda a discriminação sofrida pelas mulheres no mercado de trabalho.

Veja vídeo da ONU Mulheres sobre a campanha  

“Somos as primeiras a serem demitidas e as últimas a serem recontratadas. Trabalhamos mais e ganhamos menos e ainda temos a tripla jornada”, acentua Pereira. Ela conta que “em pleno século 21, existem fábricas que obrigam as trabalhadoras a mostrarem seus absorventes com sangue todo mês, para provarem que não estão grávidas”.

Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP, lembra dos 10 anos da Lei Maria da Penha. “Criada há 10 anos para punir os agressores de mulheres, a Lei Maria da Penha por si só não está sendo suficiente para inibir a violência. Precisamos de delegacias da mulher 24 horas e de mais aparatos repressivos, além de campanhas educativas”, afirma.

A própria Maria da Penha diz em entrevista à BBC Brasil, que "hoje em dia a violência continua. Mas tem muita mulher que acha que só é violência quando ela está machucada. Ela não entende que a violência doméstica também é psicológica, moral, sexual". (Leia a entrevista na íntegra aqui).

Para Bitencourt, “o movimento feminista está no rumo certo e enfrentando as adversidades do machismo com a cara e a coragem”. Pereira mostra fé na juventude. “Essas meninas estão firmes e fortes estudando o feminismo e mostrando para a sociedade que as mulheres não estão para brincadeira, principalmente na luta por igualdade de gênero”.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

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