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Trabalhadoras da Rede Globo realizaram protesto na manhã desta terça-feira (4) contra o assédio sexual no ambiente de trabalho. O protesto ocorreu por causa do caso da figurinista Su (Susllem) Tonani que acusa o ator José Mayer, de assediá-la sexualmente na emissora da família Marinho.

Entre as atrizes, diretoras, apresentadoras e demais funcionárias que participaram do ato ou se manifestaram pelas redes sociais estão, Astrid Fontenelle, Gloria e Cleo Pires, Dira Paes, Drica Moraes, Leandra Leal, Taís Araújo,  Alice Wegmann, Tainá Müller.

Desta vez a sororidade (conceito de unidade de ação entre as mulheres na defesa da igualdade entre os gêneros) falou alto. Elas postaram as frases “Mexeu com uma mexeu com todas” e “Chega de assédio”.

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), Kátia Branco, o protesto foi muito importante. “A atitude das trabalhadoras da Globo dá força para que essa denúncia não caia no esquecimento, como tem acontecido. Não vamos esmorecer e exigir o esclarecimento de tudo e punição ao agressor".

De acordo com ela, “esse abuso ainda é muito recorrente no mundo do trabalho, por causa da cultura machista que acaba achando normal esse tipo de atitude. Mas as mulheres têm denunciado cada vez mais, porque é necessário enfrentar toda forma de violência”.

A acusação de Su Tonani viralizou na internet. Na sexta-feira (31), a figurinista publicou a acusação no blog Agora É Que São Elas, do jornal Folha de S.Paulo, denunciando Mayer de assediá-la por oito meses.

Ela destrincha tudo o que passou e conta que as pessoas achavam um comportamento normal. “Falo em meu nome e acuso o nome dele para que fique claro, que não haja dúvidas. Para que não seja mais fofoca. Que entendam que é abusivo, é antigo, não é brincadeira, é coronelismo, é machismo, é errado. É crime” (leia a íntegra aqui).

Após os protestos das trabalhadoras, a Globo anunciou a suspensão do ator por tempo indeterminado e pede descuplas à funcionária. Mayer, por sua vez, emitiu nota à imprensa com pedido de desculpas por sua atitude.

"Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas”, diz ele.

“Apesar de todos os avanços nas políticas de empoderamento das mulheres, o Brasil ainda é um dos campeões em práticas abusivas, porque os meios de comunicação fazem muito pouco para apoiar o combate à violência contra a mulher. Por isso, precisamos nos unir e enfrentarmos juntas o pensamento patriarcal de que as mulheres são meros objetos para a lascívia dos homens”, conclui Branco.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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